Celebridades

Cássia Kis fala sobre sexo: ‘Me masturbo com menos frequência do que há 30 anos’

Atriz diz não sentir mais necessidade de ter uma pessoa pra ser feliz

Por Ana Paula Portuguesa

Cássia Kis (Foto: Divulgação/TV Globo)

Aos 63 anos, Cássia Kis considera que nunca esteve tão bem sozinha. A atriz, que já passou por cinco casamentos, contou em entrevista à Marie Claire que não sente mais necessidade de sexo e, agora, prefere buscar sabedoria.

“Meu corpo tá descendo a ladeira. Estou envelhecendo e gostando de ver. Sou uma mulher com 450 mil rugas. Não tenho a menor necessidade de aparecer nua na frente de homem. Imagine que vou ficar escondendo isso, aquilo, para que correr esse risco? Não significa que não esteja cuidando de mim. Me masturbo com menos frequência do que há 30 anos, hoje uma vez a cada três meses.  Às vezes você está num relacionamento, não tem vontade de transar, e quando vê está abrindo as pernas para o seu macho. Isso já é violento. Essa é uma das razões que fazem com que eu esteja sozinha”, disse.

E continuou: “Não estou mais a fim de transar, não quero. É maravilhoso esse lugar de falar não. Não preciso ter ‘dor de cabeça’. Queria poder viver um relacionamento com um homem em que esse encontro sexual acontecesse num lugar que não é do desejo. Tenho desejo? Se vejo uma cena sensual, me dá tesão, minha libido ainda existe. Mas só.”

A atriz falou também que sofreu abuso sexual quando era criança: “Quando tinha 11 anos. Venho de uma família muito pobre, em que não se ia ao médico, quiçá dentista. Mas minha mãe me levou ao dentista porque perdi um dente por cárie. Entrei sozinha no consultório e me lembro desse homem esfregar o pênis no meu braço. É assustador. Fiquei anos sem ir ao dentista, nem sabia que tinha um trauma. E isso se repetiu na vida adulta mais duas vezes, uma delas nesta década, de outro jeito. E não consegui reagir. Vivi três episódios de assédio sexual com dentista. E sofri abuso psicológico, que é horrível. Viver um relacionamento no qual a pessoa vai minando sua moral, destruindo sua personalidade. Você perde referências de valores, não acredita mais em você, é quase levada à morte. O outro te mata sem usar arma. Demora para se recuperar, para você se amar. Se não fosse minha profissão, provavelmente não estivesse viva”, concluiu.

 

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