Catador foi internado em 2014 e achou que teria de deixar o cachorro na rua, mas o vira-lata ficou 30 dias na porta do hospital - Super Rádio Tupi
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Catador foi internado em 2014 e achou que teria de deixar o cachorro na rua, mas o vira-lata ficou 30 dias na porta do hospital

Animal sem treinamento não arredou pé da emergência enquanto o tutor tratava um câncer

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Cachorro vira-lata marrom deitado em frente à entrada de um hospital com ração e água
Cachorro Seco aguardou por 30 dias na entrada do hospital até o reencontro com seu tutor. Imagem ilustrativa gerada por IA

Um cachorro vira-latas chamado Seco esperou 30 dias do lado de fora de um hospital em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, sem sair do lugar, até que seu dono recebesse alta. A história, sem treinamento ou ensaio, virou símbolo de lealdade e comoveu quem passou pela porta da emergência durante aquele mês. O caso aconteceu em 2014 mas até hoje é lembrado como exemplo de amor e fidelidade.

Seco e seu dono, o catador Lauri Costa, eram moradores de rua quando Lauri precisou ser internado para retirar um câncer de pele. O cachorro acompanhou Lauri até a entrada do hospital e ficou ali. Com chuva ou sol, observando o movimento de quem entrava e saía, mas sem avançar para dentro. Funcionários do local passaram a dar ração e água ao animal.

“No começo, a gente não sabia de quem era o cachorro”, contou Andreia Belcaminho, recepcionista do hospital à época. A colega Regina Mazeta foi mais direta na comparação: “Impressionante. Muitos familiares não vêm acompanhar os doentes.”

A jornada de lealdade entre Seco e Lauri

Os momentos marcantes que provam a força da amizade canina

1. A separação inesperada

Lauri precisou ser internado para tratar um câncer de pele, deixando Seco sozinho do lado de fora do hospital.

2. A vigília de 30 dias

Sem arredar o pé, o cão esperou na porta da emergência sob chuva e sol, contando com ajuda de funcionários.

3. O reencontro emocionante

Após a alta, o reencontro comoveu a cidade e provou que a conexão emocional foi vital para a cura de Lauri.

4. O novo lar compartilhado

Um albergue em Passo Fundo abriu exceção para acolher os dois, garantindo que continuem inseparáveis.

O reencontro entre os dois ao fim da internação foi filmado e circulou nas redes. Lauri disse que, mesmo dentro do hospital, tinha certeza de que o animal estava ali fora. “Eu já sabia que ele estava ali fora. Sentia”, declarou ao Globo Repórter.

Lauri no albergue, Seco junto

Com a necessidade de acolhimento após a internação, Lauri foi encaminhado ao Albergue Municipal de Passo Fundo, que abriu exceção para receber o cachorro. A decisão foi orientada também por critério clínico. “Melhorou a confiança do seu Lauri, melhorou a autoestima”, explicou a psicóloga Elizabeth Cechetti Lemos.

O coordenador do albergue, Eduardo Camargo, contou que Seco tem uma casinha própria no espaço, mas com frequência escapa para o quarto do dono. “Acaba dormindo nos pés. Às vezes a gente tem que recolocá-los, adaptá-los. Mas esta é a nova vida que têm aqui no albergue municipal“, disse na ocasião.