Celebridades

Glória Perez fala sobre nova novela e relembra drama do câncer: ‘Escrevi na cadeira da quimio’

Autora de grandes sucessos da TV Globo concedeu uma entrevista exclusiva ao programa "Cidinha Livre", da Super Rádio Tupi

Por Diogo Sampaio

Gloria Perez
Autora de grandes sucessos da TV Globo concedeu uma entrevista exclusiva ao programa “Cidinha Livre”, da Super Rádio Tupi
(Foto: Divulgação)

A escritora Glória Maria Rebelo Ferrante, ou simplesmente Glória Perez, foi a convidada do quadro “Como vai você?”, do programa  “Cidinha Livre”, da Super Rádio Tupi, nesta terça-feira (13). No bate-papo com a comunicadora Cidinha Campos, a autora de novelas falou sobre a carreira e a vida pessoal, além de comentar sobre o próximo folhetim que está preparando para o horário nobre da TV Globo.

“Já estou começando a escrever, embora a novela seja para março de 2023”, relatou Glória . Com o título provisório de “Travessia”, a trama deve tratar da influência da tecnologia na vida humana, além de contar parte da história de Portugal. O projeto possivelmente irá contar com gravações em terras lusitanas e marcará mais um trabalho da parceria da autora com o diretor Rogério Gomes, o “Papinha”.

Apesar da previsão de estreia apenas para o primeiro semestre de 2023, Glória Perez  já trabalha na história desde 2019. No entanto, devido a pandemia da Covid-19 e as alterações no cronograma de produções da TV Globo, o folhetim acabou sendo postergado. “A fila andou toda para frente porque nós tivemos que entrar com novelas antigas. Não houve possibilidade de produzir coisas novas por causa do vírus”, explicou.

Antes de “Travessia” ir ao ar, a faixa das 21 horas da TV Globo ainda receberá produções como “Um Lugar ao Sol”, de Lícia Manzo; o remake de “Pantanal”, assinado por Bruno Luperi, neto do autor original da obra Benedito Ruy Barbosa; e “Olho por Olho”, de João Emanuel Carneiro. “A novela já deveria ter acabo, eu deveria já estar escrevendo outra e ainda estou naquela”, brincou a escritora sobre a situação.

Questionada por Cidinha Campos sobre a experiência de ter mais tempo para trabalhar a confecção da novela, Glória revelou não curtir muito. “Eu gosto mais no grito. A novela é sempre um grande diálogo com o público, ela tem isso um pouco parecido com o teatro. Você vai sentindo a temperatura, introduzindo as coisas do cotidiano, as questões… E quando você escreve muito antes, isso se perde”, declarou.

Mesmo assim, a escritora defende que sua obra não deve perder a relevância, justamente por apostar na humanidade dos tipos retratados. “Se você se fixar em tipos muito humanos, esses não envelhecem. Estão aí desde que o mundo é mundo e vão continuar aí”, assegurou.

Na entrevista, Glória Perez ainda detalhou um pouco como funciona o seu processo de criação e quais critérios usa ao pedir a escalação de um determinado artista. “Gosto de atores que se entregam, que não olham racionalmente para o papel, que vestem aquela pele sem críticas. É assim que faço quando eu escrevo. Quando eu escrevo uma personagem, mesmo que faça coisas que me desagradem, tenho que vestir a pele dela. Gosto de atores que façam isso também”, afirmou.

Cidinha Campos ainda perguntou a Glória sobre quais tramas gostou mais ou menos de escrever. E apesar de não conseguir cravar uma como a predileta, não exitou em eleger “De Corpo e Alma” (TV Globo 1992) como a pior. O folhetim ficou marcado pelo assassinato de sua filha, a atriz Daniella Perez, cometido pelo colega de cena, Guilherme de Pádua.

“A que eu gostei menos foi a que me fez perder a Daniella. Então, óbvio, essa está fora de questão. Já a que gostei mais é difícil de dizer. Cada uma corresponde a um momento de vida, um assunto ao qual que queria abordar… É muito difícil dizer”, respondeu Glória.

A vida pessoal da autora global também foi tema no bate-papo. Na conversa, Glória relembrou o drama que viveu ao ser diagnosticada com um linfoma, que é um tipo de câncer. “Foi em 2009. Ele estava na tiroide, então tive de fazer uma quimioterapia. Foi um tratamento intenso, mas graças a Deus sobrevivi”, recordou.

Na época, a escritora estava com um trabalho no ar, que no caso era o folhetim em cartaz no horário nobre da TV Globo. “Eu escrevi ‘Caminhos das Índias’ na cadeira da quimio. Levava o computador para lá e escrevia”, contou. E o esforço rendeu frutos, já que a trama acabou sendo reconhecida com o Emmy Internacional na categoria de melhor telenovela. “Ganhei o Emmy. Fui lá receber o prêmio de peruca e tudo”, disse, aos risos.

Abaixo, ouça a entrevista completa de Glória Perez:



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