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Chuva de meteoros Orionídeas: fragmentos do cometa Halley cruzam o céu do Brasil nesta quarta
O pico da chuva Orionídeas acontece na madrugada e poderá ser visto a olho nu em todo o país; saiba o melhor horário para observar o espetáculo
Fragmentos deixados pelo cometa Halley em antigas passagens pelo Sistema Solar cruzam o céu brasileiro nesta quarta-feira (21). O fenômeno marca o pico da chuva de meteoros Orionídeas, visível a olho nu em todo o país.
Em condições ideais, o evento pode produzir 20 ou mais meteoros por hora, segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO). Nas cidades, o número visível tende a ser menor.
Melhores horários para observação

A Lua bastante iluminada pode dificultar a visualização dos meteoros mais fracos. A recomendação para acompanhar o céu é aguardar o momento posterior ao pôr da Lua e anterior ao clarear do dia.
Nesta quarta-feira (21), os intervalos mais favoráveis mudam conforme a localidade:
Recife (PE): entre 1h20 e 3h43
Fortaleza (CE): entre 1h31 e 4h02
Rio de Janeiro (RJ): entre 2h09 e 3h57
São Paulo (SP): entre 2h24 e 4h10
Porto Alegre (RS): entre 2h51 e 4h16
No Norte e no Nordeste, as condições surgem um pouco melhores. Nessas regiões, a área de onde os meteoros parecem surgir fica mais alta no céu e o período sem luar tende a ser mais longo.
A constelação de Órion, onde ficam as conhecidas Três Marias, serve como referência. Depois da meia-noite, a formação surge entre o leste e o nordeste, subindo ao longo das horas.
Não é preciso olhar fixamente para Órion, pois os meteoros surgem em diferentes direções. O ideal é buscar um local escuro, com pouca iluminação artificial e visão ampla. Telescópios e binóculos não são recomendados, já que cobrem áreas restritas e dificultam a visualização.
Origem dos fragmentos
A chuva ocorre no momento em que a Terra atravessa uma trilha de poeira e detritos deixada pelo cometa Halley. Ao entrarem na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo, essas partículas produzem riscos luminosos.
Muitos desses pedaços possuem dimensões similares a grãos de areia ou pedrinhas. A velocidade de entrada, uma das maiores entre as principais chuvas do ano, chega a gerar rastros luminosos que duram segundos.
O próprio Halley não fica visível durante o evento. O astro visitou a Terra em 1986 e só retorna em 2061, levando cerca de 76 anos para completar uma órbita ao redor do Sol. Seus rastros originam duas chuvas anuais: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.
A chuva Orionídeas continua ativa até o início de novembro, com diminuição no número de meteoros após o pico desta semana.