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Cientistas acreditam que a solução para um paradoxo infame pode estar escondida na 7ª dimensão

Física quântica e relatividade voltam a colidir no paradoxo da informação

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Cientistas acreditam que a solução para um paradoxo infame pode estar escondida na 7ª dimensão
Nova hipótese desafia Hawking e sugere que o Universo “guarda” tudo para sempre

O paradoxo da informação em buracos negros surge do aparente conflito entre a radiação de Hawking, que faz o buraco negro evaporar com emissão térmica, e a mecânica quântica, que proíbe a destruição definitiva de informação. Uma hipótese recente em gravitação com torção e sete dimensões de espaço-tempo propõe que, em vez de desaparecer totalmente, o buraco negro deixe um remanescente ultradenso que preserva todos os dados quânticos, com possíveis efeitos observacionais em ondas gravitacionais, no fundo cósmico de micro-ondas (CMB) e até na hierarquia de massas das partículas elementares.

Como o paradoxo da informação em buracos negros desafia a física quântica e a relatividade

O paradoxo da informação em buracos negros nasce do conflito entre a relatividade geral de Einstein e as leis da mecânica quântica. Segundo Stephen Hawking, buracos negros não são eternos e perdem massa lentamente ao emitir radiação térmica, a chamada radiação de Hawking.

Essa radiação de Hawking carrega apenas informações sobre propriedades globais do buraco negro, como massa, carga e rotação. O problema surge porque toda a informação detalhada sobre o que caiu no buraco negro parece se perder quando ele evapora por completo, algo proibido pela mecânica quântica.

Cientistas acreditam que a solução para um paradoxo infame pode estar escondida na 7ª dimensão
Nova hipótese desafia Hawking e sugere que o Universo “guarda” tudo para sempre – Getty Images

De que forma a radiação de Hawking e a teoria de sete dimensões com torção modificam a evolução dos buracos negros

Na física quântica, a evolução de um sistema é unitária, o que significa que a informação nunca é destruída, apenas se transforma. Se o buraco negro desaparece totalmente e a radiação associada é puramente térmica, o histórico completo de partículas e estados quânticos engolidos não poderia ser reconstruído.

Esse choque conceitual levou a propostas que vão de multiversos a “firewalls” na borda do buraco negro, além de modelos com correções quânticas no horizonte. Nesse cenário teórico em evolução surge agora a hipótese centrada em dimensões extras e campos de torção para alterar o destino final do buraco negro.

Quais são as possíveis assinaturas observacionais e o papel dos remanescentes na história cósmica

Um dos maiores desafios para qualquer teoria com dimensões extras é a comprovação experimental, já que as escalas de energia envolvidas são muito acima da capacidade atual de aceleradores como o LHC. Por isso, a proposta aposta em efeitos sutis deixados no universo primitivo e na dinâmica de buracos negros, que podem aparecer em observações de alta precisão.

  • Fundo cósmico de micro-ondas (CMB): pequenas perturbações em temperatura e polarização podem refletir a geometria em sete dimensões nos instantes iniciais do cosmos.
  • Ondas gravitacionais: remanescentes estáveis ou colisões envolvendo esses objetos podem gerar sinais levemente diferentes em LIGO, Virgo e futuras missões espaciais.
  • Estrutura de massas das partículas: correlações entre parâmetros do modelo padrão e previsões da variedade G2 podem servir como teste indireto da geometria com torção.
Cientistas acreditam que a solução para um paradoxo infame pode estar escondida na 7ª dimensão
Nova hipótese desafia Hawking e sugere que o Universo “guarda” tudo para sempre

Como o campo de torção em sete dimensões preserva a informação e se conecta às massas das partículas

A nova hipótese em gravitação com torção parte da ideia de que o universo possui sete dimensões no total, com três dimensões espaciais extras extremamente pequenas e enroladas em uma variedade G2. Nessa geometria de sete dimensões, o espaço-tempo pode não apenas se curvar, como também torcer, gerando um chamado campo de torção que se torna crucial na fase final de vida do buraco negro.

No cenário das sete dimensões, o campo de torção cria uma barreira geométrica que impede a evaporação total, gerando um remanescente minúsculo, porém estável, capaz de armazenar cerca de 1,515 × 10⁷⁷ qubits de informação. O mesmo mecanismo geométrico produz um potencial de energia semelhante ao do campo de Higgs, conectando a preservação da informação à hierarquia de massas das partículas, ao descrever como a escala eletrofraca pode emergir dessa estrutura em variedade G2.