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Com 33 ilhas e 7 pontes, esta cidade brasileira une cenários cercados por água e destaque nacional em inteligência urbana
Os povos indígenas a chamavam de Guananira, expressão que significa Ilha do Mel. Atualmente, Vitória mantém esse apelido afetuoso e também é conhecida como Cidade Sol, Cidade Presépio ou simplesmente “Vix”. Capital do Espírito Santo, a cidade ocupa uma ilha e conquistou o primeiro lugar no Ranking Connected Smart Cities 2025, superando Florianópolis e Niterói.
Como uma capital se formou em um arquipélago de 33 ilhas?
A história de Vitória começou em 8 de setembro de 1551, quando os portugueses venceram um confronto contra os Goitacazes e deram à ilha o nome de Vitória. As plantações de milho e mandioca cultivadas pelos povos originários eram chamadas de “capixabas”, termo que, com o tempo, passou a designar os habitantes do Espírito Santo. Pouca gente sabe que a origem desse gentílico está ligada às hortas indígenas existentes na própria ilha.
Atualmente, sete pontes fazem a ligação entre o núcleo insular e o continente. Já a ocupação dos morros ao redor da baía contribuiu para que a capital recebesse o apelido de Cidade Presépio. Vista do alto, a iluminação refletida nas águas ajuda a explicar essa associação. De acordo com a Prefeitura de Vitória, o município reúne aproximadamente 340 mil habitantes em pouco mais de 93 km².

Como é a rotina de quem vive na capital capixaba?
O cotidiano dos moradores de Vitória é marcado pela proximidade com o mar. Em poucos minutos, é possível sair de qualquer bairro da ilha e chegar a uma praia, caminhar pelo calçadão ou aproveitar um parque arborizado. Aos domingos, uma faixa da Avenida Dante Michelini é reservada aos pedestres durante a chamada Rua de Lazer, que pode reunir mais de 40 mil pessoas, entre ciclistas, corredores e famílias.
Com aproximadamente 5 km de extensão, a Praia de Camburi funciona como uma academia a céu aberto e um ponto de encontro frequente. Quem vive em bairros como Jardim da Penha, Mata da Praia e Praia do Canto pode chegar à areia caminhando. Essa rotina entre calçadas largas e brisa constante também rendeu à capital o apelido de “Ventória”, em referência aos ventos fortes que favorecem a prática de esportes náuticos na baía.
Quais bairros oferecem melhor estrutura para morar?
A capital capixaba concentra bairros com perfis distintos, e a escolha depende do estilo de vida. A lista abaixo destaca os mais procurados por quem busca infraestrutura completa.
O primeiro patrimônio imaterial do Brasil nasceu aqui
No bairro de Goiabeiras Velha, mulheres moldam panelas de barro com técnica herdada dos povos indígenas. A argila vem do Vale do Mulembá, na própria ilha, e as peças são impermeabilizadas com tintura de tanino extraída do mangue-vermelho. Em 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) registrou o ofício das paneleiras como o primeiro bem cultural imaterial do país.
Mais de 120 famílias vivem da produção, que acontece nos quintais das casas e no Galpão das Paneleiras. Para o capixaba, comer moqueca fora da panela de barro não é moqueca. Essa tradição atravessa gerações e define parte da identidade local.
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Como chegar à capital capixaba?
O Aeroporto de Vitória (VIX) fica dentro da cidade, a cerca de 10 minutos de carro dos principais bairros. Por terra, a BR-101 conecta a capital ao Rio de Janeiro (521 km) e a Salvador (1.200 km). Quem vem de Belo Horizonte percorre aproximadamente 524 km pela BR-262.
A ilha que reúne mar, eficiência e identidade
Vitória entrega o que poucas capitais brasileiras conseguem reunir: orla acessível, serviços públicos bem avaliados, tradição cultural viva e a praticidade de uma cidade compacta cercada por água. O ritmo é urbano, mas a brisa do mar está sempre ali, a poucos passos.
Você precisa conhecer a Ilha do Mel de perto e sentir por que tanta gente escolhe Vitória para ficar.