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Com 83% de parque estadual, a cidade cortada pelo Trópico de Capricórnio abriga a primeira base do TAMAR criada para proteger tartarugas que vêm se alimentar
Ubatuba reúne praias, montanhas e floresta preservada.
Muitas cidades litorâneas cresceram ocupando a mata até a beira da praia. Em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, a maior parte do território segue coberta de floresta protegida, e o mar em frente às praias funciona como área de alimentação para tartarugas marinhas. É essa combinação de serra verde e oceano vivo que define a paisagem da cidade.
Quanto de Ubatuba é área protegida?
Mais de quatro quintos do município. Segundo a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), Ubatuba ocupa 712 km², e 83% desse território estão dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, com Mata Atlântica que desce a serra e chega até a costa. São cerca de 590 km² de floresta protegida, área equivalente a quase metade do município do Rio de Janeiro.
Entre a mata e o oceano, a cidade espalha mais de 80 praias por cerca de 90 km de litoral. A história também é antiga: a vila foi criada em 1637, e no século XVII a baía de Ubatuba chegou a ser o porto mais movimentado da capitania de São Vicente, de onde saía a produção agrícola da região.

Por que o TAMAR escolheu Ubatuba?
Porque as tartarugas vêm até ali para comer. Diferentemente das bases instaladas em praias de desova no Nordeste, a unidade de Ubatuba foi a primeira do Projeto TAMAR criada em uma área de alimentação, onde tartarugas jovens permanecem durante parte da vida em busca de alimento.
O trabalho é feito lado a lado com os pescadores locais. Quando uma tartaruga acaba presa em redes ou cercos de pesca, a equipe é acionada para registrar o animal e devolvê-lo ao mar, e os que precisam de cuidados seguem para os tanques de recuperação da base. A mesma publicação do TAMAR lembra que a cidade fica sobre a linha do Trópico de Capricórnio, o paralelo que marca o limite sul da faixa tropical do planeta.
O que ver na Ilha Anchieta?
Natureza preservada e um conjunto histórico restaurado. Criado em 29 de março de 1977, o Parque Estadual Ilha Anchieta protege a segunda maior ilha do Litoral Norte paulista, a 8 km do continente. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), as ruínas das antigas edificações da ilha passaram por um restauro de quase R$ 5 milhões conduzido pela Fundação Florestal.
O visitante encontra capela, centro de visitantes, trilhas e praias. Parte do antigo prédio principal abriga hoje a administração do parque, uma sala de exposições, um auditório e uma loja do TAMAR, como registra a ALESP. A travessia até a ilha é feita em escunas que partem do continente.
O que fazer em Ubatuba?
O roteiro combina praias, ilhas e conservação marinha. Estes pontos resumem a visita.
Qual a melhor época para visitar Ubatuba?
A chuva cai o ano inteiro, com janeiro como mês mais chuvoso, somando 208 mm. O inverno é a época mais seca, e agosto registra cerca de 100 mm, com menos movimento nas praias e mais conforto para trilhas.
Chuva média mensal com base no Climatempo. As temperaturas foram omitidas porque a série disponível não representa bem as variações do continente. Condições podem variar.
Como chegar a Ubatuba?
A cidade fica a cerca de 230 km de São Paulo. O acesso pode ser feito pela Rodovia dos Tamoios até o litoral e depois pela Rio-Santos, ou pela Rodovia Oswaldo Cruz, que desce a serra a partir de Taubaté, no Vale do Paraíba.
Para a Ilha Anchieta, as escunas saem de pontos do continente, e vale consultar com antecedência as regras de visitação do parque estadual.
A cidade onde a floresta encontra o mar
Ubatuba mostra como um destino de praia pode crescer sem perder o verde que o cerca. A serra protegida, as ilhas e as tartarugas que chegam ao seu mar para se alimentar mostram a força da Mata Atlântica no litoral paulista.
Você precisa conhecer Ubatuba e visitar a base do TAMAR para ver de perto as tartarugas que fazem do mar da cidade a sua casa.