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Com 85% de área preservada, esta ilha marítima a 1.379 metros de altitude é o maior santuário de SP
A ilha paulista que combina altitude, natureza e proteção ambiental.
O arquipélago do litoral norte paulista atrai viajantes que buscam refúgios oceânicos e praias isoladas a 170 km da capital. Conhecida como a maior ilha marítima do Brasil, a região concentra mais de 36 mil habitantes e abriga o maior trecho contínuo de floresta nativa do estado. O acesso por balsa cria uma barreira geográfica que mantém a atmosfera caiçara e a biodiversidade protegidas do avanço urbano.
Por que Ilhabela é um santuário ecológico brasileiro?
Ilhabela destina 85% de seu território ao parque estadual homônimo, formando um escudo verde contra a exploração imobiliária de risco. Fundada em 1805 sob o nome de Vila de Nossa Senhora D’Ajuda e Bom Sucesso, a localidade evoluiu mantendo edificações seculares como a Fazenda Engenho D’Água, protegidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O isolamento territorial permitiu a conservação de cachoeiras catalogadas, picos escarpados e praias acessíveis exclusivamente por vias marítimas. Essa combinação de mar aberto e mata densa transforma a ilha em um celeiro de espécies endêmicas e em um laboratório botânico para pesquisadores focados na fauna da Mata Atlântica.

Quais as melhores experiências no arquipélago paulista?
O roteiro insular exige disposição física para encarar travessias marítimas de barco e trilhas de terra cravadas no meio da vegetação fechada. As atividades turísticas equilibram a contemplação da natureza com a prática de esportes náuticos nas águas do Atlântico.
Acompanhe as paradas indispensáveis na costa:
Planeje a sua viagem à Ilhabela com um roteiro completo de 3 a 5 dias. O vídeo é do canal Vamos Fugir Blog, que conta com mais de 100 mil inscritos, e apresenta as melhores praias, dicas para evitar os borrachudos e orientações sobre a balsa. Autoridade em planejamento de viagens pelo Vamos Fugir Blog.
Quais sabores dominam a culinária caiçara?
Os restaurantes locais aproveitam a pesca diária da região para criar pratos que misturam a herança indígena com ingredientes europeus. A peixada à Ilhabela lidera os cardápios, entregando postas de peixe branco cozidas em caldo de tomate, leite de coco e coentro, escoltadas por pirão de farinha de mandioca.
A vida noturna ao redor do centrinho oferece opções com ingredientes marinhos, onde lulas recheadas e camarões fritos dividem espaço com cartas de vinho. Durante os festivais de inverno, a tainha assada na brasa vira a protagonista das barracas de rua, concentrando a população nativa no calçadão histórico.

Qual a temporada ideal no litoral norte?
O clima oceânico garante umidade constante e chuvas isoladas mesmo durante os meses de verão. A altitude do Pico de São Sebastião, que atinge 1.379 metros, retém as massas de ar e dita o regime de ventos. A temperatura mais alta registrada pelas estações de monitoramento litorâneas marcou 37 °C em dias de calor extremo, exigindo hidratação intensa nos passeios externos.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

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Como chegar na maior ilha de São Paulo?
A porta de entrada aérea para passageiros de outros estados é o Aeroporto Internacional de Guarulhos, situado a 170 km do porto de embarque em São Sebastião. O trajeto rodoviário flui pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e Tamoios, que oferecem pavimentação asfáltica e trechos duplicados na descida da serra.
A travessia marítima exige o uso das balsas do governo estadual que conectam o continente ao arquipélago em viagens de 20 minutos. O serviço naval opera 24 horas por dia, mas o fluxo de veículos nos feriados prolongados exige o agendamento prévio de horário para evitar filas de espera nos bolsões de embarque.
Planeje sua viagem para o arquipélago
A cidade do litoral paulista prova que é possível aliar alta gastronomia à conservação severa da floresta nativa. O isolamento geográfico entrega dias de desconexão da rotina dos grandes centros urbanos.
- Navegue em embarcações até enseadas protegidas e sem acesso rodoviário.
- Caminhe por rotas históricas sob o monitoramento do parque estadual.
- Saboreie peixes recém-pescados preparados com técnicas caiçaras tradicionais.
Prepare sua bagagem com protetor solar e repelente contra insetos para explorar as rotas com segurança.