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Com 94 m² de área verde por morador, esta capital brasileira só perde para uma cidade do Canadá nesse ranking
São 94 m² por morador,
O barulho de pista de cooper às seis da manhã diz muito sobre Goiânia. A capital de Goiás foi desenhada do zero nos anos 1930, ganhou avenidas largas e hoje reúne parques, prédios tombados e a maior feira livre do país em um raio de poucos quilômetros.
Por que Goiânia é chamada de capital verde do Brasil?
A conta é simples e impressiona. Segundo a Prefeitura de Goiânia, cada morador tem 94 m² de área verde, índice que só fica atrás de Edmonton, no Canadá, com 100 m².
O número supera em quase oito vezes a taxa recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), de 12 m² por habitante. Isso aparece na rotina: bosques dentro de bairros residenciais, lagos no meio de avenidas e sombra em quase toda caminhada.
A maior unidade de conservação da cidade é o Jardim Botânico, no Setor Pedro Ludovico, com 1 milhão de metros quadrados e um remanescente de Cerrado preservado.

Art déco no meio do Cerrado
A capital goiana nasceu de um projeto assinado pelo urbanista Attílio Corrêa Lima, com plano diretor de Armando de Godoy inspirado na teoria das cidades-jardim. Três avenidas principais, Goiás, Araguaia e Tocantins, convergem para a Praça Cívica.
Os primeiros prédios públicos seguiram a linguagem art déco, e o conjunto virou patrimônio nacional. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tombou em 2003 um acervo de 22 edifícios e monumentos, entre eles o Teatro Goiânia e a Torre do Relógio da Avenida Goiás, de 1942.
O tombamento alcança ainda o núcleo pioneiro de Campinas, antigo município engolido pela cidade nova. Andar por ali é ver duas fundações sobrepostas no mesmo mapa.
O que visitar em Goiânia em um fim de semana?
Boa parte dos passeios cabe em trajetos curtos, entre parques, museus e feiras. Os endereços abaixo estão nos roteiros da Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur) e do Governo de Goiás.
- Centro Cultural Oscar Niemeyer: complexo aberto em 2006, com esplanada de 26 mil metros quadrados, museu, biblioteca e uma pirâmide vermelha visível de longe.
- Parque Vaca Brava: criado em 1988 no Setor Bueno, tem lago, pista de cooper e a paisagem mais fotografada da cidade.
- Parque Flamboyant: no Jardim Goiás, reúne dois lagos com fonte luminosa, ponte de madeira, ciclovia e jardim japonês.
- Feira Hippie: com 6.884 feirantes cadastrados, é apontada pela Prefeitura como a maior feira livre do Brasil e da América Latina.
- Estação Cultura: a antiga estação ferroviária, restaurada, abriga o Museu Frei Nazareno Confaloni e integra o acervo art déco tombado.
- Região da 44: mais de 12 mil lojas de moda popular concentradas em poucos quarteirões, destino de compradores de vários estados.
- Bosque dos Buritis: área verde a poucas quadras do marco zero, boa para quem tem meia hora livre no Centro.

Como é o clima de Goiânia durante o ano?
O ano se divide com clareza entre seca e chuva, no padrão tropical do Cerrado. De junho a setembro os dias são quentes, o céu fica aberto e a umidade despenca.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à capital goiana?
Quem vem de carro chega pela BR-153, que corta o Centro-Oeste no sentido norte-sul, ou pela GO-020, acesso pela região sudoeste. As duas rodovias servem inclusive o Centro Cultural Oscar Niemeyer, que mantém 470 vagas de estacionamento.
A cidade também recebe voos domésticos e concentra a maior rede hoteleira do estado, o que a transforma em base natural para bate-voltas até Pirenópolis e outras cidades goianas.
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A cidade que nasceu planejada
A capital do Cerrado combina uma coisa rara: patrimônio tombado e sombra de verdade na mesma quadra. Entre um parque e outro, cabem feira de artesanato, arquitetura dos anos 1940 e comida goiana sem cerimônia.
Você precisa passar um fim de semana em Goiânia e entender por que uma cidade de menos de cem anos já tem tanta história para contar.