Entretenimento
Com abismos de 900 metros, a “Terra dos Cânions” foi esculpida há milhões de anos na América do Sul
Um dos cenários naturais mais impactantes do continente.
A cidade de Cambará do Sul, conhecida como a “Terra dos Cânions”, situa-se na Serra Gaúcha a 180 km de Porto Alegre. O destino abriga as maiores fendas geológicas da América do Sul em uma região marcada por campos de altitude e extensas florestas de araucária.
Qual o segredo dos paredões de Cambará do Sul?
O município preserva formações geológicas esculpidas há milhões de anos por derramamentos basálticos que criaram abismos com até 900 metros de profundidade. Com fundação em 1963, a cidade tornou-se o portal de entrada para o Parque Nacional dos Aparados da Serra, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A região integra o Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, chancelado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Esse reconhecimento internacional destaca a relevância científica e a beleza cênica das escarpas que dividem o planalto gaúcho das planícies costeiras catarinenses.

O que fazer na Terra dos Cânions?
As experiências no destino focam na contemplação de mirantes naturais e em caminhadas que percorrem as bordas dos precipícios. O contato com a natureza é intenso, permitindo ao visitante observar o contraste entre o campo aberto e o verde profundo das matas de galeria que ocupam o fundo dos vales.
Para aproveitar o melhor da região, considere as seguintes paradas obrigatórias:
Explore as belezas escondidas de Cambará do Sul. O vídeo é do canal Diogo Elzinga, que conta com mais de 1 milhão de inscritos, e apresenta cânions, cachoeiras e histórias fascinantes da Serra Gaúcha.
Quais sabores definem a culinária serrana?
A gastronomia local é influenciada pelo clima frio e pela cultura campeira, utilizando ingredientes que fornecem energia para as atividades ao ar livre. A truta fresca, criada nas águas geladas dos rios locais, é o prato mais emblemático e pode ser encontrada grelhada ou acompanhada de molhos finos.
O pinhão, fruto da araucária, surge como protagonista em diversas receitas, desde o tradicional cozido até farofas e sobremesas elaboradas. Complementando o cardápio, o churrasco gaúcho e o café colonial garantem que a experiência cultural em Cambará do Sul seja completa também pelo paladar.

Leia também: O que faz certos lagos mudarem de cor ao longo do ano e chamar tanta atenção.
Qual a temporada ideal em Cambará do Sul?
O clima é caracterizado por verões amenos e invernos rigorosos, com ocorrência frequente de geadas e neblina densa, conhecida localmente como “viração”. A altitude de 1.031 metros influencia diretamente as temperaturas, mantendo o ar fresco mesmo nos meses mais quentes. A temperatura mais baixa registrada foi de -7,2°C em julho de 1993.
Baseado em dados climáticos aproximados aos do Climatempo.

Como chegar nos Aparados da Serra?
O acesso para Cambará do Sul a partir de Porto Alegre é realizado principalmente via RS-122 e RS-235, atravessando cidades como São Francisco de Paula. O trajeto leva aproximadamente três horas, subindo a serra por estradas pavimentadas que oferecem belas vistas da vegetação nativa.
Para quem vem de Santa Catarina, a subida pela Serra do Rio do Rastro ou pela Serra da Rocinha são opções que levam até o planalto. Embora o centro urbano possua boas vias, o acesso aos parques nacionais inclui trechos de estrada de terra, sendo recomendável atenção em períodos de chuva intensa.
Planeje sua viagem para Cambará do Sul
Cambará do Sul é o destino ideal para quem deseja silêncio, ar puro e a imponência de um dos cenários mais dramáticos da natureza brasileira.
- Verifique a previsão do tempo antes de ir aos cânions, pois a neblina pode cobrir a visão em poucos minutos.
- Leve sempre um agasalho, mesmo no verão, pois o vento na borda dos paredões reduz a sensação térmica.
- Contrate guias locais para explorar o Cânion Fortaleza e descobrir curiosidades sobre a fauna regional.
Deixe o estresse para trás e permita-se ser pequeno diante da imensidão dos campos de cima da serra.