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Com ladeiras vibrantes, 20 igrejas barrocas e centenas de construções históricas, essa cidade parece saída de outra época
O “museu vivo colorido” de Pernambuco guarda séculos de história.
Casarões coloridos, ruas de pedra e o cheiro de comida regional espalhado pelas ladeiras ajudam a criar a atmosfera única de Olinda, em Pernambuco. Fundada em 1535, a cidade preserva um dos conjuntos coloniais mais importantes do Brasil, reunindo centenas de construções históricas, igrejas barrocas e uma vida cultural intensa que permanece ativa durante todo o ano.
Como Olinda preservou um dos maiores conjuntos históricos do Brasil?
Durante o período colonial, Olinda se tornou um dos principais centros da economia açucareira portuguesa. A cidade sofreu forte destruição após a invasão holandesa de 1630, quando grande parte de suas construções foi incendiada e saqueada. Com a reconstrução iniciada após a expulsão dos invasores, surgiu o cenário barroco que ainda caracteriza o centro histórico, marcado por igrejas erguidas nos morros, sobrados antigos e quintais cercados por vegetação tropical.
O valor histórico e paisagístico da cidade levou o IPHAN a tombar o conjunto arquitetônico e urbanístico em 1968. Anos depois, em 1982, a UNESCO concedeu a Olinda o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, destacando a combinação rara entre arquitetura colonial, natureza exuberante e vista para o litoral pernambucano.

O que visitar no sítio histórico e arredores?
Olinda se percorre a pé. Calçados confortáveis são indispensáveis nas ladeiras de pedra, e a maioria das atrações fica concentrada na Cidade Alta.
- Alto da Sé: ponto mais alto do centro histórico, com vista panorâmica de Olinda e dos arranha-céus do Recife ao fundo. Abriga a feirinha de artesanato e as famosas barracas de tapioca.
- Catedral da Sé: construída originalmente em taipa por ordem de Duarte Coelho, fundador da cidade. A versão atual data do século XVII e funciona como mirante natural.
- Mosteiro de São Bento: altar folheado a ouro, um dos maiores exemplares do barroco brasileiro. Missas com canto gregoriano aos domingos.
- Convento de São Francisco: primeiro convento franciscano do Brasil, com azulejos portugueses que retratam cenas bíblicas e uma capela dourada.
- Museu do Mamulengo: acervo de mais de mil bonecos de teatro popular nordestino, tradição reconhecida como patrimônio imaterial.
- Ateliês da Cidade Alta: dezenas de artistas mantêm portas abertas para visitação, com pintura, escultura e gravura inspiradas no barroco e na cultura popular.
O vídeo é do canal Status Viajante, que conta com mais de 35 mil inscritos, e apresenta um roteiro de um dia explorando os principais pontos turísticos, com dicas de segurança e gastronomia:
Que sabores definem a mesa olindense?
A tapioca do Alto da Sé virou símbolo gastronômico de Olinda. Feita com goma de mandioca em fogo de carvão e recheada com carne de sol, queijo coalho ou coco com leite condensado, é servida em barracas que funcionam há décadas no mesmo ponto. A cartola, sobremesa de banana frita com queijo e canela, aparece em praticamente todo cardápio da cidade.
Frutos do mar dominam os pratos principais. A caldeirada pernambucana, a peixada com pirão e o camarão na moranga são presenças certas nos restaurantes do sítio histórico. O bolo de rolo, com camadas finas de massa e goiabada, é o doce mais tradicional da região. Para acompanhar, caldo de cana gelado ou uma caipirinha de cachaça artesanal.
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Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
Olinda tem clima tropical com temperaturas altas o ano inteiro. A principal variação fica por conta das chuvas, concentradas entre março e agosto.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Olinda?
O Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife, fica a cerca de 15 km do centro histórico. O trajeto de carro ou transporte por aplicativo leva aproximadamente 30 minutos. De Recife, Olinda pode ser alcançada também por ônibus ou a pé, pela orla, já que as duas cidades são praticamente coladas. Dentro do sítio histórico, o deslocamento é feito exclusivamente a pé.
Uma cidade que se vive de chinelo e com os olhos abertos
Olinda entrega em cada ladeira uma camada diferente de história, cor e sabor. Poucas cidades brasileiras combinam patrimônio colonial tão preservado com uma cena artística e gastronômica tão viva a ponto de funcionar como museu e mercado ao mesmo tempo.
Você precisa subir até o Alto da Sé no fim da tarde, provar uma tapioca enquanto o sol desce atrás dos coqueiros e entender por que essa cidade de 1535 continua encantando quem a encontra.