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Com prédios de Art Déco tombados e cerca de 950 mil árvores nas ruas fazem da capital goiana, planejada nos anos 1930, um roteiro que alterna arquitetura e sombra
Quase 950 mil árvores e um conjunto de edifícios Art Déco.
Poucas capitais brasileiras permitem sair de uma praça com prédios históricos e, em poucos minutos, entrar em um bosque cercado de árvores. Goiânia, capital de Goiás, foi planejada nos anos 1930 e cresceu com dois traços que hoje formam sua identidade: um conjunto de edifícios Art Déco protegido pelo patrimônio nacional e um dos maiores índices de área verde por habitante do país. Juntos, eles transformam um passeio pelo centro em um roteiro que alterna arquitetura e sombra.
Quantas árvores tem Goiânia?
Cerca de 950 mil nas vias públicas. Segundo a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Goiânia é a capital brasileira com o maior número de árvores plantadas em vias públicas, com cerca de 950 mil árvores. A cidade também tem o maior índice de áreas verdes por habitante do Brasil, com 94 m² por morador.
O número ganha dimensão quando comparado à recomendação internacional. A Amma lembra que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o recomendável é que uma cidade tenha pelo menos 12 m² de área verde por habitante. Goiânia supera esse índice em quase oito vezes, o que ajuda a explicar a fama de capital verde do Brasil.

Por que Goiânia tem tantos prédios Art Déco?
Porque a cidade nasceu planejada justamente na época em que o estilo estava em alta. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Goiânia foi projetada pelo urbanista Attílio Corrêa Lima, e o Art Déco, estilo de linhas geométricas e fachadas simétricas, serviu de inspiração para os primeiros prédios, erguidos entre as décadas de 1940 e 1950.
O conjunto ganhou proteção federal. O Iphan tombou em 2003 um acervo de 22 edifícios e monumentos públicos, concentrados no centro e no núcleo pioneiro de Campinas, antigo município que hoje é bairro da capital. Em 2024, segundo a Agência Gov, o instituto publicou uma portaria com regras específicas para preservar fachadas, telhas e ladrilhos originais desses prédios.
Por que Goiânia tem tantos parques?
Porque o verde acompanhou o crescimento da cidade planejada. É no coração da área desenhada nos anos 1930, a mesma do conjunto Art Déco, que ficam alguns dos bosques mais antigos da capital, como o Bosque dos Buritis, cercado de avenidas largas e prédios públicos.
Com o crescimento da cidade, novas áreas verdes foram criadas. A Amma reúne um roteiro com 30 parques e bosques distribuídos pelas diferentes regiões de Goiânia, do centro aos bairros mais afastados. Muitos deles têm lagos, pistas de caminhada e áreas de lazer, e se tornaram ponto de encontro de moradores e visitantes em todas as estações.
O que visitar entre a arquitetura e o verde?
O roteiro reúne prédios tombados e parques em uma mesma região da cidade. Estes são alguns dos pontos mais procurados.
Como combinar os parques com o centro Art Déco?
Começando pelo centro histórico. O Bosque dos Buritis e o Lago das Rosas ficam perto da região central, onde está o conjunto de prédios Art Déco tombado pelo Iphan, com edifícios e monumentos erguidos entre as décadas de 1940 e 1950. Assim, é possível alternar sombra e arquitetura no mesmo passeio.
Um bom roteiro começa pela Praça Cívica, segue pela Avenida Goiás e termina em um dos bosques próximos, para descansar à sombra. Nos fins de semana, os parques ficam mais movimentados, com famílias, corredores e ciclistas, e mostram como as áreas verdes fazem parte do jeito de viver na capital goiana.

Como é o clima de Goiânia ao longo do ano?
O ano se divide entre um inverno seco e um verão chuvoso. Julho registra apenas 1 mm de chuva em média, enquanto dezembro e janeiro chegam a 226 mm, e setembro tem máximas de 32°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
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Uma capital planejada entre prédios e árvores
Goiânia mostra que o planejamento de uma cidade pode deixar marcas que atravessam gerações. Os prédios Art Déco erguidos nas primeiras décadas da capital, protegidos pelo Iphan, convivem com cerca de 950 mil árvores nas ruas e um roteiro de 30 parques e bosques. É essa combinação de arquitetura e sombra que torna o passeio pela capital goiana diferente do de outras grandes cidades do país.
Você precisa começar o dia na Praça Cívica, caminhar pela Avenida Goiás até a Torre do Relógio e terminar à sombra do Bosque dos Buritis para entender por que Goiânia une tão bem história e natureza.