Como era aprender sem tecnologia e passar horas pesquisando na enciclopédia - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

Como era aprender sem tecnologia e passar horas pesquisando na enciclopédia

Um tempo em que aprender exigia calma e dedicação

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Como era aprender sem tecnologia e passar horas pesquisando na enciclopédia
Como era aprender sem tecnologia e passar horas pesquisando na enciclopédia

Aprender sem tecnologia era um processo mais lento, porém muito presente no dia a dia de muitas famílias e escolas. Antes da internet se popularizar, grande parte das pesquisas era feita em enciclopédias e livros físicos, o que exigia mais tempo, paciência e organização, além de criar memórias afetivas ligadas ao silêncio, às páginas marcadas e ao cheiro característico do papel.

Como era aprender sem tecnologia na rotina de famílias e escolas?

Na época em que não havia buscadores digitais, o estudante dependia de bibliotecas públicas, escolares ou das coleções de enciclopédias em casa. A informação não estava a um clique de distância; era preciso levantar, procurar o volume certo, localizar o verbete e, muitas vezes, copiar trechos à mão usando cadernos e fichários.

Esse ambiente ajudava a criar rituais de estudo específicos, como sentar à mesa da sala, separar cadernos, canetas e os volumosos livros de consulta. Tudo isso favorecia um clima de concentração, em que o estudo fazia parte da rotina da casa e envolvia, muitas vezes, a participação de pais e irmãos para ajudar na busca pelos tópicos.

Como era aprender sem tecnologia e passar horas pesquisando na enciclopédia
Quando a resposta não vinha na tela, mas nas páginas da enciclopédia

O que significava aprender com enciclopédia na infância?

O aprendizado com enciclopédia fazia parte da rotina de tarefas escolares e curiosidades do dia a dia. Em muitas casas, a coleção ocupava lugar de destaque na estante, quase como um símbolo de investimento na educação dos filhos, e representava orgulho para a família.

A criança que precisava fazer um trabalho sobre animais, países ou fatos históricos recorria primeiro a esses volumes, folheando de letra em letra até encontrar o tema desejado. Essa prática estimulava a leitura atenta, a interpretação de textos mais densos e o desenvolvimento da autonomia na pesquisa.

Como funcionava o passo a passo para estudar com enciclopédia?

Estudar sem tecnologia digital envolvia uma sequência de ações bem definidas. A palavra-chave deste universo é enciclopédia, vista como a principal ferramenta de pesquisa em muitos lares e escolas, exigindo planejamento de tempo para cumprir os prazos dos trabalhos.

  1. Identificar o tema do trabalho escolar e anotar os principais tópicos.
  2. Ir até a estante ou biblioteca para localizar o volume correspondente à letra desejada.
  3. Buscar o verbete no índice alfabético, folheando até encontrar o tema exato.
  4. Ler com atenção o texto, muitas vezes mais complexo do que o conteúdo infantil atual.
  5. Copiar à mão as informações consideradas essenciais, adaptando o texto ao próprio caderno.

Esse modo de estudo exigia foco contínuo, já que não havia distrações de notificações, abas abertas ou redes sociais. Quando a enciclopédia caseira não trazia o conteúdo desejado, a alternativa era ir até a biblioteca da escola ou da cidade, reservando parte da tarde para pesquisar e, às vezes, pedir ajuda ao bibliotecário.

Houve um tempo em que aprender exigia paciência e pesquisa em livros pesados e cheios de páginas. A enciclopédia era fonte principal de conhecimento dentro de muitas casas.

Neste vídeo do canal Manual do Mundo, com mais de 3.7 milhão de inscritos e cerca de 2.4 mil visualizações, essa lembrança aparece ligada à nostalgia da infância:

@manualdomundo

NÃO tinha BATERIA há 55 ANOS? Compre a sua Enciclopédia Britânica para Curiosos – Volume 1 aqui: https://amzn.to/3VqhqsT Hoje em dia tem muita coisa que usa bateria: celulares, notebooks, carros e até roupas. Mas como será que era há meio século atrás? Fomos conferir na nossa enciclopédia de 1969 o que vinha escrito no verbete "Bateria". É muito curioso ver como a evolução da tecnologia muda a nossa percepção das coisas. #Enciclopedia #Bateria #Carros #Veículos #Energia #Conhecimento #Curiosidade #Livro @editorasextante

♬ original sound – Manual do Mundo

Quais lembranças de infância estão ligadas ao estudo com enciclopédia?

A nostalgia de infância ligada ao aprendizado sem tecnologia envolve não apenas o ato de estudar, mas todo o ambiente em torno disso. Muitos se recordam da mesa de madeira com marcas de lápis, do barulho das páginas sendo viradas, dos marcadores improvisados e da divisão dos volumes entre irmãos e colegas.

Essas memórias incluem também o contexto dos lugares e materiais usados para estudar, que ajudavam a criar uma atmosfera única de concentração e curiosidade. Entre os elementos mais lembrados, destacam-se:

  • Ambiente doméstico: luz amarela da sala, rádio ligado ao fundo ou televisão em volume baixo, enquanto alguém pesquisava no canto.
  • Bibliotecas: silêncio mais rigoroso, filas para usar determinados livros e fichários de papel para encontrar as obras no acervo.
  • Materiais físicos: cadernos de capa dura, fichários, canetas coloridas e recortes de revistas colados como ilustrações em trabalhos.
  • Trabalhos manuais: cartolinas, letras recortadas, colagem de figuras impressas e títulos feitos à mão com capricho.

Qual é a diferença entre aprender com enciclopédia e com tecnologia hoje?

Comparando o estudo com enciclopédia ao aprendizado atual, nota-se uma mudança profunda na relação com o conhecimento. Hoje, a pesquisa é marcada pela rapidez, pela grande quantidade de fontes e pela presença constante de tecnologia em celulares, tablets e computadores, com conteúdos multimídia e interativos.

Enquanto a pesquisa digital permite acessar vídeos, imagens em alta resolução e recursos personalizados, o estudo com enciclopédia era baseado em leitura linear e concentração prolongada. A informação exigia deslocamento, esforço de busca e contato direto com livros físicos, criando uma relação particular com o estudo, feita de rituais, cheiros, sons e imagens que ainda permanecem na memória, mesmo em pleno 2026.