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Como era ir para a escola décadas atrás caminhando em grupo

Uma lembrança que mistura amizade, liberdade e simplicidade

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Como era ir para a escola décadas atrás caminhando em grupo
Como era ir para a escola décadas atrás caminhando em grupo

Ir para a escola décadas atrás, especialmente quando o trajeto era feito a pé em grupo, fazia parte da rotina de muitas crianças e marcava o início de cada dia letivo. As ruas costumavam ser mais calmas, o trânsito menos intenso e a presença de grupos de estudantes caminhando era um cenário comum nos bairros, criando um ambiente coletivo em que o caminho não era apenas deslocamento, mas também convivência e construção de laços.

Como era ir para a escola a pé em grupo décadas atrás

Nas décadas passadas, ir para a escola a pé em grupo era um hábito corriqueiro em muitos bairros, especialmente nos interiores e regiões mais antigas das cidades. Crianças saíam de casa com mochilas simples, cadernos, lancheiras e estojos metálicos, encontrando colegas em esquinas e calçadas que funcionavam como pontos de encontro improvisados.

O grupo crescia a cada esquina, enquanto as conversas giravam em torno de tarefas de casa, professores, jogos do recreio e acontecimentos do bairro. Em muitos trajetos, as crianças levavam bolas, cordas de pular ou brinquedos, fazendo da rua uma espécie de extensão da escola, um espaço de socialização e preparação para o dia letivo.

Como era ir para a escola décadas atrás caminhando em grupo
A infância de quem ia para a escola andando com os amigos

Por que o caminho a pé até a escola gera tanta nostalgia de infância

A nostalgia de infância ligada a ir para a escola a pé em grupo combina fatores sociais, culturais e afetivos. Sem celulares ou redes sociais, o contato era direto e constante, com conversas espontâneas a cada esquina, fortalecendo vínculos e a sensação de pertença ao bairro e à escola.

Muitos adultos lembram detalhes sensoriais, como o cheiro do pão na padaria, o som dos vendedores ambulantes e o sino da escola. Essa rotina diária, que misturava liberdade para caminhar na rua com o convívio entre amigos, tornou-se um marco da vida escolar e permanece viva na memória de diversas gerações.

Quais são as principais diferenças entre ir para a escola ontem e hoje

Comparar o passado com a realidade atual evidencia mudanças no comportamento das famílias e na estrutura urbana. Hoje, principalmente em grandes cidades, é mais comum o uso de carros, transporte escolar ou aplicativos, enquanto os grupos de crianças caminhando a pé se tornaram menos frequentes em muitos locais.

Entre os motivos estão o aumento do tráfego, a expansão urbana, a preocupação com a segurança pública e rotinas familiares mais aceleradas. Em resposta, algumas escolas e comunidades organizam projetos como “rotas seguras” ou “pedibus”, em que grupos caminham juntos, acompanhados por adultos, tentando resgatar a experiência do trajeto coletivo com mais segurança.

Ir para a escola décadas atrás era quase um ritual diário. Muitas crianças iam a pé em grupo, conversando pelo caminho e aproveitando cada passo como parte da diversão.

Neste vídeo do canal Emerson Vilela | O Caipira, com mais de 1.3 milhão de inscritos e cerca de 14.5 mil visualizações, essa cena comum de outros tempos volta à memória com simplicidade:

@emersonvilela_ COMO MEUS PAIS IAM PRA ESCOLA ANTIGAMENTE 😂😂 #escolaantigamente #pais #escola #umcaipiranopedaco #caipira #fy #viral ♬ Linda Bela – Elias Monkbel

Quais elementos tornam o caminho escolar a pé tão marcante

Vários elementos se repetem nos relatos de quem viveu a experiência de ir para a escola a pé em grupo, ajudando a formar memórias afetivas duradouras. Esses detalhes cotidianos reforçam a ideia de que o percurso era também um espaço de brincadeira, observação do bairro e criação de histórias compartilhadas.

  • Pontos de encontro fixos, como esquinas, postes, padarias ou mercearias, onde o grupo se formava dia após dia.
  • Brincadeiras durante o trajeto, como apostar quem chegava primeiro à próxima esquina ou andar apenas sobre determinadas faixas do piso.
  • Pequenos rituais diários, como cumprimentar vizinhos, acariciar cães conhecidos do bairro ou observar sempre as mesmas vitrines.
  • Variedade de uniformes escolares, sinalizando diferentes colégios convivendo no mesmo caminho, o que ampliava o círculo de amizades.
  • Histórias compartilhadas sobre professores, provas, trabalhos e acontecimentos da sala de aula, fortalecendo laços entre colegas.

Como as rotinas atuais podem resgatar o espírito do caminho a pé

Mesmo com as transformações na mobilidade e na segurança, ainda é possível resgatar aspectos positivos de ir a pé para a escola. Iniciativas comunitárias, combinadas com planejamento urbano, podem criar trajetos mais seguros, incentivando caminhadas em grupo com supervisão adequada.

Famílias e escolas podem organizar horários e pontos de encontro, estimular que vizinhos se conectem e valorizar o uso responsável dos espaços públicos. Assim, parte da nostalgia de ir para a escola a pé pode ser adaptada ao presente, unindo convivência, autonomia e segurança para as novas gerações.