Como funcionam as "favelas" na Suíça com alta qualidade de vida - Super Rádio Tupi
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Como funcionam as “favelas” na Suíça com alta qualidade de vida

Entenda o modelo de moradia suíço que oferece infraestrutura de ponta e aluguéis acessíveis

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Vista aérea de cidade suíça com rio, ponte, casas coloridas, igreja e colinas arborizadas no outono.
A infraestrutura e o planejamento de cidades suíças, como a retratada, exemplificam o foco do país em qualidade de vida e moradia digna. Créditos: depositphotos.com / Xantana

Na Suíça, o sistema de moradia social se destaca globalmente por oferecer uma qualidade de vida surpreendente através de cooperativas habitacionais que priorizam dignidade e acessibilidade. Esses conjuntos residenciais desafiam a lógica do mercado imobiliário tradicional ao colocar o bem-estar dos moradores acima do lucro.

Esses bairros são projetos planejados com forte apoio estatal e, frequentemente, gerenciados por cooperativas sem fins lucrativos. O objetivo principal não é o lucro, mas garantir moradia digna e acessível para a população, especialmente para famílias de baixa e média renda.

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Esses complexos residenciais são estrategicamente localizados em áreas urbanas bem servidas por transporte público, escolas e serviços de saúde. A integração com o resto da cidade é uma prioridade para evitar a criação de guetos e promover a coesão social.

O que define a moradia social na Suíça?

O modelo suíço se diferencia por características que o colocam em um patamar elevado de qualidade. A estrutura desses bairros planejados geralmente inclui:

  • Aluguéis controlados: os valores são subsidiados e significativamente abaixo da média do mercado imobiliário local, que é um dos mais caros do mundo.
  • Infraestrutura de ponta: os apartamentos possuem construção de alta qualidade, com isolamento térmico e acústico eficientes. As áreas comuns costumam oferecer parques, creches e espaços de convivência.
  • Sustentabilidade: muitos projetos incorporam tecnologias verdes, como painéis solares e sistemas de reaproveitamento de água, reduzindo custos para os moradores e o impacto ambiental.
  • Inclusão e diversidade: as regras de alocação buscam criar uma mistura social, combinando famílias, jovens e idosos de diferentes origens para fortalecer os laços comunitários.

Um contraste com outras realidades

Basileia encanta com museus icônicos e Reno vibrante, inspire sua alma cultural na capital artística da Suíça. Créditos: depositphotos.com / Xantana

O sistema suíço se baseia em um forte investimento público e em políticas de longo prazo que tratam a moradia como um direito fundamental. A gestão por cooperativas, modelo muito difundido no país, garante que os recursos sejam reinvestidos na manutenção e na melhoria dos próprios imóveis.

Essa abordagem organizada contrasta diretamente com a formação de comunidades carentes em muitos países, que frequentemente surgem da ausência do Estado e da ocupação irregular do solo. O acesso aos imóveis na Suíça segue critérios claros de renda, garantindo que o benefício chegue a quem realmente precisa.

Assim, o modelo de habitação social da Suíça se torna um exemplo de como políticas públicas bem executadas podem redefinir a moradia popular. O foco se desloca do simples fornecimento de um teto para a criação de um ambiente que promove dignidade, segurança e oportunidades para todos os seus moradores.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.