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Convocação para greve geral de caminhoneiros a partir de quinta (5) circula nos grupos de WhatsApp; o que se sabe e o que pode faltar nos postos e mercados
Presidente da Abrava nega convocação para a data, mas as queixas sobre frete e diesel continuam e o assunto mexe com quem depende de posto e mercado
Uma mensagem que chama a greve dos caminhoneiros por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (5) se espalhou por grupos de WhatsApp e deixou muita gente com medo de fila no posto. A principal liderança ligada ao assunto nega a convocação, mas as queixas da categoria sobre frete e diesel são reais. Entenda o que está confirmado e o que costuma faltar primeiro quando os caminhões param.
O que se sabe sobre a convocação de greve para quinta (5)?
A paralisação marcada para quinta não tem o apoio declarado das grandes entidades do setor. O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou no sábado (31) que não existe convocação em andamento para a data.
Segundo o dirigente, o texto que circula reaproveita informações de uma mobilização anterior. Chorão, porém, não descartou um movimento futuro se as negociações com o governo federal não avançarem. Por isso, desconfie de áudio ou print sem assinatura de entidade e acompanhe os canais oficiais das associações e da Polícia Rodoviária Federal.
Por que os caminhoneiros voltaram a falar em paralisação?
O motivo principal é o custo de rodar. O caminhoneiro reclama do preço do diesel, da manutenção do veículo e de contratantes que pagam abaixo do piso mínimo do frete. Esse piso foi criado pela Lei 13.703/2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Em março, uma ameaça de greve foi suspensa depois de uma reunião no Palácio do Planalto, conforme registro da Secretaria-Geral da Presidência. Na época, o Ministério dos Transportes anunciou fiscalização mais dura. O ministro Renan Filho resumiu: “O piso do frete é para o transportador o que o salário mínimo é para o trabalhador”.
As novas regras viraram a Lei 15.485/2026, sancionada em agosto. Ela exige o registro prévio de cada frete no CIOT, o código que identifica a operação. Segundo Chorão, as conversas atuais com o governo tratam da planilha de custos e da equalização de eixos.
Mensagens que correm soltas pelo aplicativo também servem para golpes de outros tipos. Vale reforçar os cuidados com tudo o que chega pelo celular.
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O que pode faltar nos postos e mercados se houver greve?
Os primeiros a sentir uma paralisação longa são o posto de combustível e as prateleiras de produtos frescos. Gasolina, etanol e diesel chegam às bombas em caminhões-tanque, e qualquer atraso na entrega aparece rápido no abastecimento.

Nos mercados, frutas, verduras, leite e carnes dependem de reposição constante e somem antes dos itens secos. Foi o que o Rio viu em maio de 2018, quando a greve nacional da categoria durou mais de uma semana e provocou filas e desabastecimento em várias cidades.
Gás de cozinha, remédios e ração também viajam pelas estradas. Numa paralisação prolongada, a reposição desses itens tende a ficar mais lenta, principalmente nas cidades mais distantes dos centros de distribuição.
Como o consumidor do Rio deve agir diante dos boatos?
O melhor caminho é manter a rotina e evitar a corrida às bombas. Encher tanque e galões por medo provoca filas e falta de combustível antes mesmo de qualquer caminhão parar. Galão de gasolina guardado em casa ainda traz risco de incêndio.
Se o preço disparar de uma hora para outra, guarde a nota e procure o Procon. O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor considera abusivo elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. E se a convocação cair no seu grupo de WhatsApp, respira fundo antes de repassar e fica com a gente aqui na Tupi para saber das novidades.
Quais dúvidas sobre o piso do frete ainda aparecem?
As regras do frete estão no centro da insatisfação dos motoristas, e algumas dúvidas sobre elas se repetem. As respostas abaixo seguem o texto da lei sancionada em agosto.
Quem fiscaliza o pagamento do piso mínimo do frete?
É a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Pela nova lei, ela também acompanha ofertas e anúncios de frete feitos em plataformas digitais.
De quanto em quanto tempo a tabela do frete muda?
A ANTT deve publicar as atualizações até 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Se o combustível oscilar 5% ou mais, o reajuste sai em até três dias úteis.
O que acontece com quem paga frete abaixo do piso?
Com autuações repetidas, o registro do transportador pode ser suspenso de 5 a 30 dias. Na reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão.
Enquanto as estradas seguem sem sinal de parada, outras dúvidas do dia a dia continuam batendo à porta. Uma delas envolve o direito de quem acompanha um parente idoso ao banco.
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