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Copa do Mundo 2026 começa e já traz disputa entre Globo e CazéTV pelos direitos da Copa de 2030
Fifa avalia atuação de Globo e CazéTV na Copa de 2026 para definir quem terá os direitos do Mundial de 2030
A Copa do Mundo, que inicia nesta quinta-feira (11), marca também uma disputa nos bastidores entre a Globo e a CazéTV. Em reuniões com representantes das duas empresas, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) deixou claro que o desempenho e os resultados obtidos nesta edição serão decisivos para definir as negociações dos direitos de transmissão do Mundial de 2030.
Segundo apuração da coluna Outro Canal, da Folha, a entidade máxima do futebol mundial analisará com atenção o tempo dedicado ao torneio na programação de cada emissora, além do alcance do público — especialmente nas plataformas digitais. O aspecto financeiro também é um fator central para a Fifa, que busca aumentar sua arrecadação com a venda de direitos no Brasil, um valor que está estagnado desde antes da pandemia da covid-19. Há ainda a possibilidade de ampliação do número de seleções no torneio, o que torna a negociação ainda mais estratégica.
Consciente desse cenário, a Globo montou uma estrutura robusta: enviou uma equipe de 130 profissionais — a maior delegação entre todas as emissoras — incluindo apresentadores de telejornais e programas de auditório, como Renata Vasconcellos e Ana Maria Braga. Em comparação, o SBT e a NSports contam com cerca de 60 pessoas. Já a CazéTV não divulga o número exato de profissionais atuando diretamente dos países-sede, mas a equipe é consideravelmente menor que a da concorrente.
A emissora do grupo Marinho admite abertamente o objetivo de recuperar os direitos de transmissão de todos os jogos da Copa de 2030. Nesta edição, apenas a CazéTV transmite as 104 partidas do torneio. “Estamos atentos a esse novo ciclo e também à Copa Feminina, que será realizada no Brasil no ano que vem. Queremos demonstrar que somos capazes de levar o torneio para todo o público com a amplitude necessária para a Fifa”, afirmou Renato Ribeiro, diretor de esportes da Globo.
Já a CazéTV aposta em seus diferenciais: detém os direitos digitais exclusivos da competição, podendo compartilhar vídeos de gols e entrevistas em redes sociais como Instagram e TikTok. Além disso, o canal busca consolidar sua marca junto ao público jovem, que costuma se identificar menos com o formato tradicional da televisão aberta.
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