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Cresce 146% o número de brasileiros buscando essa cidade pelo custo de vida, qualidade de vida, lazer e surf

A cidade que combina lazer, custo baixo e surf e teve aumento na procura.

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O nome vem das casas de palha erguidas em 1777 para guardar farinha durante a invasão espanhola à Ilha de Santa Catarina. Hoje, Palhoça é a cidade que mais cresce na Grande Florianópolis, tem ótimo custo de vida acessível, abriga o primeiro bairro criativo do país e tem uma praia reconhecida como Reserva Mundial de Surf.

De depósito de farinha a 253 mil habitantes

Quando tropas espanholas invadiram a Ilha de Santa Catarina, o governador autorizou construções em pau a pique com cobertura de palha na terra firme para proteger alimentos e população. O povoado ficou com o apelido. A emancipação veio em 1894. Por décadas, Palhoça funcionou como cidade-dormitório de Florianópolis.

A virada aconteceu nas últimas duas décadas. A população saltou de 102 mil para cerca de 253 mil habitantes entre os censos, um crescimento de 146%, segundo o IBGE. O custo de vida mais acessível que o da capital vizinha (a apenas 18 km pela BR-101) atraiu famílias, profissionais de tecnologia e investimentos. O IDH é de 0,757, com indicadores acima da média nacional em longevidade, renda e educação.

Brasileiros estão migrando para a cidade que viveu um “boom”, cresceu 62% e rivaliza com capitais em qualidade de vida por ser mais barata
A cidade apresenta clima subtropical úmido, fortemente influenciado pela maritimidade. Os verões são quentes e úmidos, ideais para o turismo de praia. / Créditos: Wikipédia

Pedra Branca: o bairro que virou referência nacional

No final dos anos 1990, uma fazenda de 250 hectares aos pés do Morro da Pedra Branca começou a se transformar no primeiro bairro planejado com conceito de novo urbanismo do Brasil. A Cidade Criativa Pedra Branca nasceu ancorada pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e hoje reúne cerca de 12 mil moradores, 8 mil trabalhadores e 7 mil estudantes.

O projeto prioriza o pedestre: calçadas largas, fiação subterrânea, ciclovias, lago central e restaurantes no mesmo quarteirão dos escritórios. Quem mora ali resolve a maior parte da rotina em até 15 minutos a pé. O calçadão do Passeio Pedra Branca virou ponto de encontro gastronômico e cultural de toda a região metropolitana. Startups e empresas de economia criativa se instalaram no entorno, criando um ecossistema de inovação que atrai moradores de perfil jovem e qualificado.

O vídeo do canal Meu Nome é Maicon oferece um guia completo sobre Palhoça, em Santa Catarina, revelando uma diversidade impressionante de praias, montanhas e cachoeiras, muitas delas pouco conhecidas.

Guarda do Embaú: onde o rio encontra o mar e o surfe

A Praia da Guarda do Embaú foi reconhecida em 2019 como a 9ª Reserva Mundial de Surf pela ONG Save The Waves Coalition, a primeira e única do Brasil. A praia fica dentro da área do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior unidade de conservação de Santa Catarina.

Para chegar à areia, o visitante atravessa o Rio da Madre em barquinhos coloridos a remo. A vila de pescadores, habitada desde os anos 1970 por surfistas que encontraram ali um dos melhores picos do país, mantém ruas de terra, lojinhas artesanais e restaurantes sem frescura. A Pedra do Urubu, mirante a 130 metros de altitude, oferece vista panorâmica do encontro do rio com o mar.

O que o morador faz no tempo livre?

O lazer em Palhoça mistura praia, serra, herança açoriana e vida urbana planejada.

  • Praia da Pinheira: águas calmas e infraestrutura familiar. Ideal para crianças.
  • Praia do Sonho: paisagem cinematográfica e acesso à Ilha de Araçatuba, que abriga uma fortaleza histórica de 1742.
  • Parque Estadual da Serra do Tabuleiro: trilhas, cachoeiras e o Morro do Cambirela (1.043 metros), com vista panorâmica de Florianópolis e do litoral.
  • Enseada de Brito: distrito mais antigo da cidade (1750), com casarões açorianos e tradição pesqueira.
  • Passeio Pedra Branca: calçadão com cafés, restaurantes, feiras e programação cultural ao ar livre.

O que se come entre a serra e o mar?

A mesa de Palhoça reflete a tradição açoriana e a fartura do litoral catarinense.

  • Ostras frescas e mariscos: colhidos na Enseada de Brito, onde a maricultura é tradição.
  • Tainha: prato de inverno celebrado na Festa da Tainha, entre maio e julho.
  • Berbigão: molusco típico, servido em caldos e risotos nos restaurantes à beira-mar.
  • Costela no bafo: destaque do Costelaão de Santa Rita, evento gastronômico local.
Planeje Palhoça com calçados pra trilha, checagem de maré e clima, além de respeitar áreas de preservação e sinalizações na Serra do Tabuleiro. // Créditos: YouTube @neonoverland

Leia também: A “Capital da Tecnologia” que superou metrópoles e hoje é a única cidade 100% inteligente do Brasil.

Quando o clima favorece cada tipo de programa?

O clima é subtropical úmido, com verões quentes e invernos amenos. A Guarda do Embaú tem suas melhores ondas no outono e inverno.

☀️ Verão

Dez – Fev

21-30 °C

Temperatura
O auge do calor movimenta as praias e garante noites inesquecíveis com a efervescente vida noturna regional.
🌧️ Chuva Alta

🍂 Outono

Mar – Mai

17-26 °C

Temperatura
Época perfeita para a prática de surf na Guarda do Embaú e para percorrer trilhas com visibilidade privilegiada.
🌦️ Chuva Média

❄️ Inverno

Jun – Ago

12-21 °C

Temperatura
Período seco, ideal para saborear a tradicional Festa da Tainha e explorar as paisagens da Serra do Tabuleiro.
☀️ Chuva Menor

🌸 Primavera

Set – Nov

16-25 °C

Temperatura
A natureza exuberante convida a subir os picos da Pedra do Urubu e encarar o desafio do Cambirela.
📈 Crescente

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à nova queridinha da Grande Florianópolis?

Palhoça fica a 18 km de Florianópolis pela BR-101. O Aeroporto Hercílio Luz, na capital, recebe voos de todo o Brasil e está a cerca de 30 km. O transporte público integra a região metropolitana. São José fica ao norte e Paulo Lopes ao sul.

Uma cidade que cresceu sem perder o mar de vista

Palhoça prova que crescimento acelerado e natureza preservada podem dividir o mesmo CEP. A cidade que nasceu de casas de palha hoje tem bairro-modelo, universidade, Reserva Mundial de Surf e a maior unidade de conservação do estado no quintal. O custo de vida é menor que o da capital, o litoral é intacto e a serra começa onde o asfalto termina.

Se você quer morar entre Florianópolis e o mar aberto sem pagar o preço da ilha, Palhoça espera do outro lado da ponte, com os pés na areia e o futuro já construído.