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De herói da Argentina a alvo de polêmicas por racismo: a trajetória de Enzo Fernández
Jogador relembra controvérsia envolvendo racismo e homofobia
Enzo Fernández, considerado um dos protagonistas a classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026, marcou o gol de empate por 1 a 1 diante da Inglaterra aos 40 minutos do segundo tempo, que impulsionou a motivação para a vitória improvável.
O meio-campista do Chelsea é um dos principais jogadores da seleção argentina. Apesar da trajetória recente de glória do jogador, ele ficou marcado por uma polêmica dentro e fora de campo.
A mais recente ocorreu justamente na comemoração de Enzo Fernández depois do gol contra os ingleses, onde foi alvo de acusações de que teria imitado um macaco. O gesto, porém, possui uma origem conhecida e um significado completamente diferente no futebol sul-americano. Ao colocar as mãos abertas atrás das orelhas, o volante reproduziu o chamado “Topo Gigio”, usado como resposta a críticas e provocações.

Anos atrás, durante as comemorações do título da Copa América de 2024, apareceu em uma transmissão ao vivo em que jogadores argentinos entoavam cânticos com conteúdo racista e homofóbico direcionados à seleção da França, durante a final do Mundial de 2022.
“Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr. Se relacionam com transexuais. A mãe deles é nigeriana, o pai deles camaronês, mas no passaporte: francês”, dizia a letra da música.
Diante do clima pesado que habitou entre os atletas no Chelesa, em sua maioria franceses, Enzo Fernández publicou um pedido de desculpas, afirmando que o vídeo não refletia seus valores e reconhecendo que o conteúdo era ofensivo. A Fifa chegou a abrir uma investigação após denúncia da Federação Francesa de Futebol (FFF), mas sem punições.
