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Defesa de Hytalo Santos detona condenação do influenciador: “Vitória contra um homossexual”

Influenciador e o marido, Euro, foram condenados na Paraíba a oito anos de prisão

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Hytalo Santos e Euro

A equipe de defesa de Hytalo Santos e do marido, Israel Vicente, o Euro, se pronunciou em torno da decisão da Justiça da Paraíba, que determinou a condenação dos influenciadores digitais, a oito anos de prisão.

O caso, conduzido pelo Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), teve sua decisão anunciada no último sábado (22), se baseia na produção, reprodução e compartilhamento de conteúdo de conotação sexual envolvendo adolescentes em plataformas nas redes sociais.

Em nota enviada ao portal LeoDias, a defesa de Hytalo Santos e Euro criticou a decisão judicial. “Ao longo de toda a instrução processual, a defesa apresentou argumentos consistentes, lastreados em provas e nos próprios depoimentos colhidos em juízo, inclusive de testemunhas arroladas pela acusação e das supostas vítimas, que afastam a tese acusatória. Nada disso, contudo, foi devidamente enfrentado na sentença, que optou por ignorar elementos essenciais dos autos, conduzindo a uma condenação desprovida de fundamentação adequada”, afirmou a equipe jurídica.

“Vitória contra um homossexual”

“Mais grave, a decisão representa a vitória do preconceito contra um jovem nordestino, negro e homossexual, além de expressar estigmatização contra o universo cultural do brega funk. Tal constatação é reforçada por trecho da própria sentença em que se afirma que não é porque Hytalo é negro e gay assumido, inclusive casado com um homem, que teria personalidade desvirtuada”, declararam.

A defesa, ainda, informou que o habeas corpus será analisado na próxima terça-feira (24), e que será solicitada a apuração junto ao Conselho Nacional de Justiça sobre a conduta do magistrado, principalmente no que se refere à “utilização de expressões de cunho preconceituoso incompatíveis com a imparcialidade e a sobriedade que se exigem da função jurisdicional”, concluíram.