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Deolane Bezerra se torna ré por lavagem de dinheiro para o PCC
Acusada de atuar para o PCC, influenciadora teria movimentado milhões em contas
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra agora responde oficialmente como ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão judicial ocorre após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentar denúncia que a vincula diretamente ao PCC.
Presa no interior paulista, Deolane é acusada de movimentar cifras milionárias incompatíveis com seus rendimentos declarados. Segundo as investigações, o montante sob suspeita chega a R$ 27.002.774,72, valor que teria passado por suas contas por meio de depósitos fracionados para ocultar a origem.
Estratégia de internacionalização e áudios comprometedores
Os investigadores apontam que a ré tinha planos para levar a estrutura financeira da facção para o exterior. O objetivo seria transferir recursos para fundos em Dubai, facilitando a entrada de capital estrangeiro e a lavagem de ativos nos negócios do grupo criminoso.
Além disso, mensagens de áudio enviadas a uma funcionária sugerem que a influenciadora guardava dinheiro vivo em suas residências e nas casas de seus filhos. Tais evidências reforçam a tese da promotoria de que ela atuava como receptora de recursos ilícitos da organização.

Conexão com lideranças e empresa de fachada
A denúncia assinada pelo promotor Lincoln Gakiya também inclui nomes da cúpula da facção. Entre os novos réus estão Marcola, apontado como líder do grupo, além de seus familiares e o operador financeiro conhecido como Player. A engrenagem do esquema utilizava a Transportadora Lado a Lado para repassar valores à advogada.
Os representantes legais de Deolane, incluindo o advogado Aury Lopes Jr., afirmaram ao Metrópoles, que buscarão provar a inocência da cliente. “A defesa afirma que utilizará todos os meios de prova necessários ao esclarecimento do caso”, destacaram em nota oficial, negando qualquer envolvimento com o crime organizado.
Em nota, também ao Metrópoles, a defesa sustenta que todos os bens e valores da influenciadora possuem origem legal e foram devidamente declarados às autoridades. “Sua cliente é inocente, seus rendimentos possuem origem lícita e regularmente declarada”, reforçou o comunicado enviado à imprensa para contestar as acusações do MPSP.