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Desaparecidas durante quase 100 anos, vespas-gigantes voltam a ser encontradas e começam a se multiplicar em diferentes regiões
Vespas-gigantes reaparecem depois de décadas e moradores precisam saber como agir perto delas
As vespas-gigantes voltaram a chamar atenção depois de quase 100 anos sem registros seguros em algumas regiões da Noruega. A espécie, conhecida como geithams e identificada cientificamente como Vespa crabro, é considerada a maior vespa com ferrão da Europa e tem se espalhado por áreas onde antes era vista como ausente ou extremamente rara.
Por que o retorno dessas vespas surpreendeu os pesquisadores?
O caso chama atenção porque a espécie não era apenas difícil de encontrar. Na Noruega, ela ficou sem registros seguros por quase um século e chegou a ser tratada como desaparecida do país. Quando voltou a ser confirmada em 2007, o reaparecimento levantou dúvidas sobre clima, sobrevivência de pequenas populações e expansão natural.
Desde então, as vespas-gigantes passaram a ser observadas com mais frequência em áreas do sul e do leste norueguês. O avanço não significa uma invasão descontrolada, mas mostra que a espécie encontrou condições mais favoráveis para formar ninhos, caçar insetos e completar seu ciclo reprodutivo.
Como reconhecer a geithams entre outras vespas?
A geithams impressiona pelo tamanho e pela aparência robusta. As rainhas podem chegar a cerca de 35 milímetros, enquanto as operárias costumam medir entre 18 e 24 milímetros. A espécie também apresenta cabeça larga, corpo forte e tons vermelho-acastanhados na cabeça e na parte dianteira do corpo.
Confira abaixo características que ajudam a diferenciar essa vespa de espécies menores vistas em casas e jardins:
- Corpo maior e mais largo do que o das vespas comuns.
- Cabeça e tórax com coloração vermelho-acastanhada.
- Voo pesado, acompanhado de zumbido mais grave.
- Atividade também no fim do dia e durante a noite.
- Presença frequente perto de árvores, luzes externas e frutas maduras.

Por que elas aparecem mais perto de casas no verão?
As vespas adultas procuram fontes de açúcar para obter energia. Por isso, podem ser atraídas por frutas maduras, sucos, restos de alimento, lixo orgânico e seiva de plantas. Em noites quentes, luzes de casas, varandas e terraços também podem tornar os insetos mais visíveis.
Outro fator é a proximidade do ninho. Quando várias vespas aparecem no mesmo quintal, jardim ou terraço, pode haver um abrigo nas redondezas. A espécie costuma construir ninhos em cavidades de árvores, mas também pode usar caixas de passarinho, sótãos, galpões, paredes ocas e outros espaços protegidos.
Elas são perigosas para as pessoas?
Apesar do tamanho assustar, a geithams não costuma ser agressiva sem motivo. O risco aumenta quando alguém tenta bater no inseto, prende a vespa contra o corpo ou se aproxima demais do ninho. Nesses casos, a defesa da colônia pode provocar picadas dolorosas.
Veja abaixo cuidados simples para evitar acidentes quando uma vespa grande aparece por perto:
Como agir com segurança ao encontrar vespas ou um ninho
- 1Não tente matar o inseto com as mãos ou com objetos improvisados.
- 2Afaste crianças e animais de estimação com calma.
- 3Evite mexer em buracos de árvores, caixas e estruturas onde possa haver ninho.
- 4Não ilumine diretamente o local se houver muitas vespas à noite.
- 5Procure ajuda especializada quando o ninho estiver perto da área de circulação.
Qual é o papel dessas vespas na natureza?
Mesmo com fama de inseto assustador, a geithams faz parte da cadeia ecológica. Ela caça moscas, borboletas, vespas menores e outros insetos, levando alimento proteico para as larvas dentro do ninho. Esse comportamento ajuda a regular populações de diferentes espécies.
A relação com abelhas, porém, preocupa alguns criadores. A vespa pode capturar abelhas em determinadas situações, especialmente perto de colmeias. Ainda assim, especialistas diferenciam a abelha europeia de espécies asiáticas mais problemáticas para a apicultura, como a Vespa velutina, considerada uma ameaça maior em partes da Europa.
O que explica a multiplicação em novas regiões?
Temperaturas mais favoráveis, verões quentes, disponibilidade de alimento e presença de locais adequados para ninhos podem facilitar a expansão da espécie. Como não há monitoramento completo em todas as áreas, os cientistas ainda tratam parte do avanço com cautela, usando relatos, registros confirmados e observações locais.
A espécie também pode ter sobrevivido em populações pequenas e pouco documentadas antes de voltar a ser vista com frequência. Outra possibilidade é a recolonização a partir de áreas próximas. Em qualquer cenário, o aumento de registros mostra uma mudança clara na presença desses insetos no ambiente.
O retorno das vespas mostra como a natureza muda em silêncio
O reaparecimento das vespas-gigantes depois de décadas sem registros seguros revela como a fauna pode mudar sem chamar atenção imediata. Uma espécie considerada rara pode voltar a ocupar espaços quando clima, alimento e abrigo se tornam mais favoráveis.
Para moradores, o mais importante é reconhecer o inseto, evitar contato direto e não destruir ninhos sem orientação. Para pesquisadores, cada registro ajuda a entender a expansão da Vespa crabro e os efeitos dessas mudanças sobre jardins, florestas, abelhas, outros insetos e o equilíbrio natural das regiões onde ela voltou a se estabelecer.