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Diretor de A Nobreza do Amor critica o audiovisual brasileiro: “Somos financiados por uma indústria americana e branca”
Igor Verde abre o jogo sobre os obstáculos enfrentados por profissionais negros na televisão
Igor Verde, diretor de A Nobreza do Amor, novela das seis da Globo, abriu o coração sobre a importância da representatividade em produções audiovisuais, e como lida com os desafios em relação ao assunto.
“Somos financiados por uma indústria americana e branca”
“Ainda não decidimos, nós, pessoas pretas, as histórias que vão ser contadas no audiovisual brasileiro. Decide quem financia e somos basicamente financiados por uma indústria estrangeira, americana e branca”, declarou ele, em entrevista ao site Heloísa Tolipan.
Para Igor Verde, a discussão sobre a diversidade em espaços de destaque precisa avançar da representatividade para a autonomia criativa e econômica. “Precisamos lutar pela soberania do nosso povo e nosso país, isso significa criar uma indústria de audiovisual popular, forte, ligada ao nosso povo e que conte suas histórias e esteja na ponta do processo de decidir que história será financiada”, disse.
Com trabalhos na Globo e em projetos de plataformas como Netflix, Disney+ e HBO Max, Igor participou de obras como Cidade de Deus: A Luta Não Para, Os Quatro da Candelária, Capoeiras e Reencarne. Sua trajetória começou como assistente de direção na televisão, até conquistar espaço também como diretor, roteirista e criador.
“Em desistir nunca pensei. Mas muitas vezes tive de verificar se o caminho fazia sentido. Teve hesitação, sim. Acho que o mais difícil foi ganhar algum espaço de fala, de ser ouvido, de ser uma voz com algum nível de relevância na escolha do que seria narrado”, refletiu ele.