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Diversões que não precisavam de tela para animar o dia inteiro

Movimento, risada e convivência faziam parte da diversão

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Diversões que não precisavam de tela para animar o dia inteiro
Brincadeiras como pular corda ajudam no desenvolvimento da coordenação motora

Em muitas cidades brasileiras, ainda é comum ver crianças correndo em quintais, calçadas e praças, mas a presença das telas tem mudado a forma de brincar. A nostalgia da infância sem aparelhos eletrônicos costuma trazer à memória jogos simples, como pular corda e brincar de elástico, que marcavam os encontros entre amigos e enchiam as tardes de movimento, risadas e cantigas.

Por que as brincadeiras sem tela marcaram tantas infâncias?

As diversões sem tela se destacavam pela simplicidade e pela forte presença do corpo e da imaginação. Uma corda improvisada, um pedaço de elástico e um grupo de crianças eram suficientes para preencher uma tarde inteira, sem necessidade de aparelhos eletrônicos ou brinquedos caros.

A rotina infantil incluía movimento constante, pequenas disputas saudáveis e contato direto entre as crianças. A rua, o quintal ou a calçada tornavam-se espaços de convivência diária, onde se negociavam regras, surgiam novas brincadeiras e se fortaleciam laços de amizade e cooperação.

Diversões que não precisavam de tela para animar o dia inteiro
Brincadeiras sem tela que animavam o dia do começo ao fim

O que torna pular corda uma diversão tão marcante na infância?

Pular corda é uma das brincadeiras tradicionais de infância mais lembradas quando se fala em nostalgia. Essa atividade combina coordenação motora, ritmo e interação social: duas crianças ficam nas pontas girando a corda, enquanto as demais se revezam no centro, tentando acompanhar o movimento sem tropeçar ou perder o compasso.

Além da parte lúdica, pular corda funciona como uma forma de exercício físico completo. Corrida leve, saltos e giros exigem fôlego, agilidade e atenção, muitas vezes guiados por cantigas como “Um homem bateu em minha porta”, que ajudam a marcar o ritmo e estimulam a memória e a musicalidade das crianças.

Como funciona a brincadeira de elástico na prática?

A brincadeira de elástico, também chamada em algumas regiões de “cama de gato” ou simplesmente “elástico”, é outro símbolo de uma infância sem celular. Para jogar, basta um elástico comprido e resistente: duas crianças ficam paradas com o elástico preso às pernas, enquanto uma terceira realiza sequências de saltos, movimentos e posições pré-combinadas.

O jogo avança em fases, variando a altura do elástico e a dificuldade dos movimentos. Para organizar melhor a diversão e adaptar às diferentes idades, muitos grupos criam ou ajustam regras próprias, o que torna a atividade acessível e dinâmica para todos os participantes.

  • Materiais simples: apenas um elástico grande, firme e seguro.
  • Regras flexíveis: cada turma adapta passos, alturas e sequências.
  • Participação coletiva: todos se revezam entre segurar e pular.
  • Desenvolvimento motor: saltos precisos exigem equilíbrio e coordenação.

Antes das telas ocuparem tanto espaço, a diversão vinha do movimento e da convivência. Pular corda e brincar de elástico animavam tardes inteiras sem precisar de nada além de disposição.

Neste vídeo do canal Itaú Cultural, com mais de 142 mil de inscritos e cerca de 231 mil visualizações, essas lembranças aparecem ligadas a um tempo mais simples:

Quais benefícios as brincadeiras sem tela trazem para as crianças?

Brincadeiras como pular corda e elástico contribuem diretamente para o desenvolvimento físico, social e emocional das crianças. Sem a intermediação de telas, o contato é direto: olhar nos olhos, combinar regras, lidar com frustrações, negociar desacordos e comemorar conquistas coletivas em um ambiente vivo e imprevisível.

O ambiente ao ar livre oferece sons, cheiros, obstáculos e desafios reais, que ampliam as experiências de forma rica e espontânea. Nesse contexto, diferentes aspectos importantes para a infância são estimulados de maneira integrada e natural.

  1. Movimento constante: saltos, corridas e giros estimulam coordenação motora, equilíbrio e resistência.
  2. Interação social: as crianças combinam regras, organizam filas, aprendem a esperar a vez e a cooperar.
  3. Autonomia e criatividade: muitos jogos são inventados na hora, com adaptações ao espaço e ao número de participantes.
  4. Baixo custo e inclusão: bastam materiais simples, tornando as brincadeiras acessíveis a diferentes realidades.

Como resgatar hoje a nostalgia da infância sem depender de telas?

A nostalgia de infância ligada a pular corda e brincar de elástico costuma aparecer em conversas entre gerações, quando adultos comparam as tardes de “antigamente” com o tempo de tela de hoje. Resgatar essas brincadeiras não significa reproduzir o passado de forma idêntica, mas criar rotinas em que atividades físicas e coletivas convivam com a tecnologia de maneira equilibrada.

Famílias, escolas e comunidades podem se unir para reapresentar essas diversões às novas gerações, adaptando regras e formatos sem perder o espírito colaborativo. Algumas estratégias simples ajudam a transformar a lembrança afetiva em prática cotidiana:

  • Reapresentar jogos como corda e elástico em pátios escolares e projetos comunitários organizados.
  • Registrar e compartilhar cantigas, passos e sequências tradicionais de movimentos entre gerações.
  • Organizar encontros em praças, parques ou condomínios com foco em brincadeiras ao ar livre e coletivas.
  • Estimular que crianças criem novas regras e variações, fortalecendo o senso de autoria e participação.