Celebridades

Educadora Telma Abrahão explica porque crianças choramingam e diz como mudar isso em 3 etapas

Para a especialista, quando seus filhos choramingam e negociam, eles garantem uma boa parte de sua atenção, mesmo que de forma negativa

Por Redação Tupi

(Divulgação: Agência Brasil)

Você disse “não” para as bolachas no café da manhã, para um novo animal de estimação e ao pedido de seu filho de 12 anos para passar o fim de semana em uma casa de praia com os amigos. E cada vez que você diz não, a choradeira começa. De crianças a adolescentes, todos sabem como argumentar contra sua decisão e insistem com todas as forças até chegarem no seu limite.

Você já tentou de tudo, mas a reclamação nunca termina. Não se preocupe, você não está sozinho. Os pais de todo o mundo são vítimas do choramingar diário de seus filhos, mas isso não significa que você não possa fazer algo para mudar essa realidade.

Ao entender por que seus filhos choramingam, você vai poder descobrir o que fazer para acabar com isso de uma vez por todas.

 

Mas afinal, por que as crianças choramingam?

Porque funciona! A educadora Telma Abrahão explica que quando seus filhos choramingam e negociam, eles garantem uma boa parte de sua atenção, mesmo que de forma negativa. Todos os seres humanos estão ligados a duas necessidades emocionais básicas: pertencimento e significância.

(Reprodução: Redes Sociais)

A especialista explica ainda que uma das formas cruciais pelas quais os pais podem satisfazer a necessidade de pertencer a uma criança é dar atenção suficiente a ela. “As crianças não choram para com a intenção de irritarem seus pais de propósito, na verdade, elas reclamam porque necessitam de atenção. Corremos o dia todo e há inúmeras coisas a serem feitas que competem pelo nosso tempo e atenção, mas quando as crianças não estão recebendo a quantidade de atenção positiva que precisam, elas começam a buscar essa atenção de maneira negativa. Claro que elas preferem nossa atenção positiva, mas a atenção negativa será melhor do que nada, então, elas investem em reclamar, choramingar e negociar para chamar sua atenção e tentar encontrar a atenção positiva que necessitam, porém isso não funciona, porque tudo o que conseguem é irritar os próprios pais, que não compreendem o recado, se descontrolam ou cedem as pressões dos filhos e então esse ciclo vicioso se repete”, diz ela.

 

Telma revela ainda que a verdade é que as crianças só continuam com aqueles comportamentos que funcionam para elas. “Quando as crianças choramingam e os pais cedem, elas percebem que as reclamações lhes dão o que querem, a atenção que desejam e talvez até aquela barra de chocolate na fila do caixa do supermercado, mas ceder às demandas, como só mais um desenho na TV ou outro sorvete, não é a única maneira de recompensarmos as reclamações de nossos filhos. O simples fato de respondermos, mesmo que seja para repreendê-los, já é suficiente para alimentar esse ciclo vicioso, porque eles sabem que podem fazer isso de novo e de novo para obter sempre o mesmo resultado: a sua atenção negativa”, continua.

Confira abaixo para esse ciclo vicioso em 3 etapas, segundo a especialista em educação, Telma Abrahão:

  1. Faça o seu NÃO valer

“Remova a recompensa, a atenção negativa e também pare de dar o que eles estão reclamando apenas para se livrar da angústia do momento. Mantenha-se firme no NÃO, sem perder o controle e você reduzirá drasticamente esse mau comportamento.

Exemplo: Se você está no mercado ou na mesa de jantar, diga “não” e cumpra com sua palavra. Se uma birra acontecer, mantenha a calma e deixe seu filho lidar com aquela frustração. Chorar faz parte, mas não ceda, pois em breve o seu filho entenderá que choramingar ou até mesmo fazer uma birra, não fará você mudar de ideia.”

 

 

  1. Não de atenção negativa

“Ao recusar-se a dar atenção a reclamações, você remove uma grande parte da recompensa. Então explique o que vai acontecer de agora em diante. Em um momento de calma, olhe para o seu filho e diga:

“Você está crescendo tanto! Você já é grande o suficiente para pedir o que gostaria em uma voz normal, sem reclamar e ficar bem se não conseguir o que deseja. Se você me perguntar algo em uma voz chorosa, colocarei minhas mãos sobre as orelhas, o que será um lembrete gentil para usar sua voz normal. Então, você pode tentar novamente com sua voz normal e ficarei feliz em falar sobre qualquer coisa que você deseje. Combinado?”

Explique como você responderá de agora em diante. Diga: “Se você continuar a usar sua voz chorona, eu não responderei. Em vez disso, irei fazer minhas coisas até que você queira falar com a sua voz normal e, então, ficarei feliz em ouvir o que você tem a me dizer.”

Em seguida confirme a compreensão. Diga: “Você pode repetir para mim como vamos conversar de agora em diante, um com o outro e o que farei se você decidir usar sua voz chorona?”

 

Agora que você já deu o primeiro passo, vai precisar se manter firme nesse caminho para que consiga ter resultados. Calma, vai melhorar antes que você perceba. Mantenha o combinado TODAS as vezes que seu filho começar a choramingar. Permaneça calmo e sem dar atenção enquanto os choramingos não pararem. Quando seu filho usar sua voz normal, então responda de forma calma e gentil.”

 

  1. Dê atenção positiva de forma proativa

“Para que essas etapas funcionem, você precisará dar atenção positiva para atender às necessidades emocionais de seu filho. Os pais devem tirar pelo menos 20 minutos de tempo de qualidade todos os dias com cada criança. Se forem crianças pequenas o tempo devera ser muito maior que isso. Nesse tempo você pode jogar seu jogo favorito, brincar de bola ou fazer qualquer outra coisa que seu filho goste de fazer. Durante esse tempo especial com cada um, deixe o celular de lado e esqueça as tarefas de casa. Invista em se conectar, pois quando você preenche a necessidade de atenção de seus filhos de forma positiva e proativa, eles se tornarão mais cooperativos e menos propensos a recorrer a choramingos como forma de ganhar sua atenção.”

A especialista finaliza ressaltando que a vida é corrida para todos e encontrar tempo extra durante o dia pode ser muito desafiador no começo, mas pense nisso como um investimento de longo prazo no relacionamento com os seus filhos. “Educar crianças para se tornarem pessoas de bem da trabalho e exigirá nossa dedicação, mas essa deve ser a nossa maior prioridade como pais”, finaliza.

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