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Em 1760, alguns cavalos foram deixados em uma ilha isolada do Atlântico e, mais de 260 anos depois, seus descendentes ainda sobrevivem livres entre dunas e ventos fortes

Cavalos levados para uma ilha no século XVIII continuam vivendo livres no Atlântico e formam grupos selvagens até hoje

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Em 1760, alguns cavalos foram deixados em uma ilha isolada do Atlântico e, mais de 260 anos depois, seus descendentes ainda sobrevivem livres entre dunas e ventos fortes
Os cavalos da Ilha de Sable vivem livres no Atlântico há mais de 260 anos. (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

Entre dunas, capim e ventos fortes, centenas de cavalos vivem soltos na Ilha de Sable, próxima à costa canadense. Seus antepassados foram levados para lá no século XVIII. Desde então, gerações nasceram em uma faixa de areia isolada no Atlântico, onde os animais encontram alimento e água doce sem depender de estábulos ou ração fornecida por pessoas.

Como os cavalos chegaram à Ilha de Sable?

A história costuma ser resumida à chegada de cavalos levados pelo comerciante Thomas Hancock por volta de 1760. A origem do grupo, porém, é mais longa: há registros de uma tentativa anterior de introduzir esses animais na ilha, na década de 1730. Hancock transportou outros cavalos para Sable depois de 1755, junto com animais de criação.

A ideia era que eles se reproduzissem com os recursos disponíveis. Bois, ovelhas, cabras e porcos também foram levados para a ilha em diferentes momentos, mas não estabeleceram populações duradouras. Os cavalos permaneceram e deram origem aos grupos que hoje percorrem as praias e as áreas cobertas por vegetação.

O que existe em uma ilha quase sem árvores?

Vista de longe, Sable pode parecer apenas uma extensão de areia. De perto, há plantas adaptadas às dunas e fontes de água doce. Esses elementos ajudam a explicar como os cavalos conseguem viver ali. Entre os recursos e desafios presentes na ilha estão:

  • Capim que cresce sobre parte das dunas e serve de alimento;
  • Outras plantas consumidas pelos cavalos ao longo do ano;
  • Lagoas de água doce e pontos onde os animais podem cavar para alcançá-la;
  • Ventos intensos, tempestades e dunas que mudam de forma.
Em 1760, alguns cavalos foram deixados em uma ilha isolada do Atlântico e, mais de 260 anos depois, seus descendentes ainda sobrevivem livres entre dunas e ventos fortes
Os cavalos da Ilha de Sable vivem livres no Atlântico há mais de 260 anos. (Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial)

Como os animais sobrevivem sem cuidados humanos?

Os cavalos se alimentam principalmente da vegetação da ilha. Para beber, usam lagoas, água acumulada em períodos mais úmidos e poços rasos que escavam na areia. A disponibilidade desses recursos varia, por isso os grupos se deslocam pelo território em busca de áreas adequadas para pastar e descansar.

Eles também mantêm uma organização social. É comum encontrar grupos formados por um garanhão, éguas e seus filhotes. Apesar da origem doméstica, os cavalos nascidos em Sable vivem como animais selvagens: não são mansos e não dependem da presença humana para obter comida ou água.

Quantos cavalos vivem soltos atualmente?

A população muda de tamanho conforme nascimentos, mortes e condições ambientais. Informações do órgão responsável pela área protegida situam o total na casa das centenas, com estimativas que variam entre períodos de contagem. Por isso, um número divulgado em determinado ano não deve ser entendido como uma quantidade permanente.

Convivência com cavalos na ilha

Como os animais ocupam o ambiente e devem ser observados

  • 1Os animais circulam livremente pela ilha;
  • 2Os grupos usam dunas e áreas com vegetação;
  • 3A população é acompanhada em sua relação com o ambiente;
  • 4Visitantes não devem alimentar, tocar ou perseguir os cavalos.

Por que a presença dos cavalos exige atenção?

Os animais se tornaram uma das imagens mais conhecidas da Ilha de Sable, mas compartilham o território com aves, focas e plantas próprias daquele ambiente. Ao pastar e circular, também exercem pressão sobre a vegetação e as margens das lagoas. Acompanhar esses efeitos ajuda a compreender como a população de cavalos e os demais seres vivos usam os recursos da ilha.

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O que torna essa história tão incomum?

Há mais de dois séculos e meio, pessoas levaram cavalos domésticos para uma ilha de dunas no Atlântico. Hoje, seus descendentes formam grupos livres, encontram capim e água por conta própria e enfrentam o clima sem abrigo construído. A sobrevivência deles depende de condições naturais que podem mudar de uma estação para outra.

A cena dos cavalos caminhando entre a areia e o mar também guarda uma parte da história humana de Sable. Eles chegaram por decisão de pessoas, permaneceram após outras espécies de criação desaparecerem e agora são protegidos como parte da vida selvagem da ilha.