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Empate no Oscar 2026: Entenda o que acontece e veja outros casos

Oscar 2026 tem novo empate em Animação em Curta-Metragem ; veja todos os casos e a regra da Academia

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Foto: Reprodução/HBO Max

Dois filmes dividiram o Oscar de Melhor Animação em Curta-Metragem neste domingo (15): Os cantores e Duas pessoas trocando saliva saíram da cerimônia de 2026 com a estatueta. O empate é raro, mas não inédito.

Em mais de 90 anos de história, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas já entregou duas estatuetas para o mesmo prêmio em exatas seis ocasiões.

A possibilidade existe porque o regulamento não prevê critério de desempate. Se dois indicados receberem o mesmo número de votos, ambos são declarados vencedores, sem voto de minerva, sem peso por bilheteria ou qualquer outro fator. Os auditores da PriceWaterhouseCoopers, responsáveis pela apuração, mantêm estatuetas reservadas nos bastidores precisamente para esses casos.

O empate mais famoso: Hepburn e Streisand

O episódio mais lembrado aconteceu em 1969, na categoria de Melhor Atriz. Ingrid Bergman abriu o envelope e encontrou 3.030 votos para cada uma das concorrentes: Katharine Hepburn, por O Leão no Inverno, e Barbra Streisand, por Funny Girl: A Garota Genial. Como Hepburn não estava presente, Streisand ocupou o palco sozinha e imortalizou o momento ao cumprimentar a estatueta com um “Hello, gorgeous!”

O primeiro empate da história é de 1932, mas funcionou sob uma lógica diferente. Fredric March, por O Médico e o Monstro, teve um voto a mais que Wallace Beery, por O Campeão. A regra em vigor na época determinava empate quando a diferença fosse menor que três votos, então os dois levaram a estatueta de Melhor Ator.

Todos os empates registrados pelo Oscar

No total, seis cerimônias terminaram com dois vencedores na mesma categoria. Em 1950, o empate foi em Melhor Documentário de Curta-metragem, entre A Chance to Live e So Much for So Little. Em 1987, a mesma situação se repetiu em Melhor Documentário, com Artie Shaw: Time Is All You’ve Got e Down and Out in America dividindo o prêmio. Em 1995, Franz Kafka’s It’s a Wonderful Life e Trevor empataram em Melhor Curta-metragem em Live Action.

Antes do empate desta edição, o caso mais recente tinha sido em 2013, em Melhor Edição de Som. Ao abrir o envelope, o ator Mark Wahlberg pareceu desconcertado e avisou à plateia: “Não é brincadeira, temos um empate.” Os vencedores foram Paul N.J. Ottosson, por A Hora Mais Escura, e Per Hallberg e Karen Baker Landers, por 007 – Operação Skyfall.