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Empinar pipa e trocar figurinha marcaram uma infância simples que muita gente sente saudade
A nostalgia aparece nas trocas na calçada, nos álbuns quase completos e nas tardes sem pressa
As lembranças da infância costumam aparecer em detalhes simples do dia a dia, como tardes inteiras na rua, poucas preocupações com horário e uma liberdade que hoje parece mais rara. Entre essas recordações, empinar pipa com cerol e trocar figurinhas se tornaram símbolos de uma época em que a brincadeira acontecia, principalmente, fora de casa, contrastando com a rotina mais tecnológica das crianças em 2026.
O que mudou nas brincadeiras de infância ao longo do tempo?
A nostalgia de infância está ligada a um período em que as ruas funcionavam como extensão da casa, com crianças reunidas em praças, calçadas e terrenos vazios. Muitas atividades eram transmitidas de irmão para irmão e de vizinho para vizinho, criando uma cultura própria em cada bairro e fortalecendo laços de comunidade.
Com o passar dos anos, a urbanização, o aumento do trânsito e a presença de aparelhos eletrônicos alteraram essa dinâmica. O que antes acontecia ao ar livre hoje foi, em grande parte, substituído por telas e ambientes fechados, sem que isso signifique ausência de diversão, mas sim outra forma de viver a infância.

Por que empinar pipa com cerol se tornou um risco para a segurança?
Empinar pipa sempre foi uma imagem comum associada à infância em muitos bairros brasileiros, envolvendo preparo da rabiola, escolha da melhor linha e disputa de espaço no céu. Quando se fala em pipa com cerol, porém, entra em cena um elemento que mudou a forma como a sociedade enxerga essa prática, devido aos riscos envolvidos.
O cerol, mistura de cola com vidro moído ou outros materiais abrasivos, era usado para cortar a linha das pipas rivais, mas acabou gerando acidentes com motociclistas, ciclistas e pedestres. Campanhas educativas e leis mais rígidas reduziram a tolerância ao cerol e à linha chilena, incentivando o uso de linhas seguras e áreas específicas para soltar pipa com responsabilidade.
Trocar figurinhas ainda faz parte da infância em 2026?
A roda de crianças sentadas no chão, trocando figurinhas na porta da escola ou na calçada, marcou gerações e ajudou a desenvolver negociação e convivência. Termos como “repetida”, “valiosa” ou “difícil” faziam parte de um vocabulário próprio, e muitos álbuns se tornaram lembranças afetivas guardadas até a vida adulta.
Em 2026, a troca de figurinhas ainda existe, mas em escala menor e muitas vezes ligada a coleções específicas ou eventos esportivos. Álbuns digitais e jogos virtuais reduziram essa cena nas ruas, mas, quando um novo álbum físico é lançado, há um resgate temporário da tradição, aproximando crianças, jovens e adultos em torno da mesma brincadeira.
Conteúdo do canal Nostal_Gi, com mais de 158 mil de inscritos e cerca de 248 mil de visualizações:
Quais brincadeiras clássicas de rua ficaram no passado?
A memória afetiva ligada à infância não se limita a pipas e figurinhas, pois diversas outras brincadeiras também perderam espaço. Mudanças de hábitos, rotinas mais cheias, menor disponibilidade de espaços abertos e o avanço da tecnologia explicam por que tantos adultos associam o passado a jogos que hoje quase não aparecem.
Entre as brincadeiras que mais despertam nostalgia e que, em muitos lugares, ficaram restritas a escolas, projetos sociais ou cidades menores, destacam-se:
- Esconde-esconde e pega-pega: exigiam grupos grandes e espaços abertos, cada vez mais raros em áreas urbanas densas.
- Amarelinha e queimada: dependiam de calçadas amplas ou pátios escolares para riscos no chão e divisão de times.
- Bolinha de gude e pião: pediam habilidade manual e paciência, hoje muitas vezes substituídas por estímulos rápidos das telas.
Como a nostalgia de infância influencia a educação das novas gerações?
Adultos que cresceram empinando pipa, trocando figurinhas e brincando na rua costumam buscar maneiras de apresentar parte dessa experiência às crianças de hoje. Em muitos casos, pais, avós e educadores tentam equilibrar o uso de tecnologia com atividades ao ar livre e encontros presenciais, valorizando momentos desconectados.
Essa nostalgia não fica apenas na lembrança, mas orienta práticas e escolhas do dia a dia, ajudando a construir uma infância mais diversa em experiências. Algumas atitudes comuns mostram como o passado inspira novas formas de brincar e aprender:
- Resgatar jogos antigos em encontros de família, projetos escolares e eventos comunitários.
- Explicar os riscos de práticas como o uso de cerol, incentivando formas seguras de empinar pipa.
- Estimular coleções físicas, como álbuns de figurinhas, livros e jogos de tabuleiro, ao lado dos recursos digitais.
- Valorizar a convivência presencial, reforçando escuta, respeito e cooperação entre as crianças em diferentes contextos.