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Essa flor tem gosto de maçã e surpreende no uso em sobremesas
Um sabor inesperado que vai além do uso tradicional
A flor com gosto de maçã vem chamando atenção em cozinhas profissionais e caseiras. Entre as opções mais conhecidas está a capuchinha (Tropaeolum majus), uma flor comestível de uso crescente na gastronomia brasileira, que aparece em sobremesas, saladas e drinques, trazendo cor, aroma e um leve frescor frutado aos pratos.
O que é a flor capuchinha e por que seu sabor lembra maçã?
A capuchinha é uma planta originária da região andina, hoje bem adaptada ao clima brasileiro, com flores em tons de amarelo, laranja e vermelho. O sabor muda conforme o solo, a exposição ao sol e o ponto de colheita, sendo que flores jovens tendem a ser mais delicadas.
Algumas variedades e estágios de desenvolvimento apresentam notas suaves que lembram maçã verde ou casca de maçã fresca, misturadas a um toque vegetal levemente picante. Essa combinação a torna interessante para quem busca um elemento floral que não seja enjoativo, mas ainda assim traga frescor frutado.

Como usar a flor com gosto de maçã em sobremesas do dia a dia?
Na confeitaria, a flor de capuchinha é muito usada na finalização de pratos, preservando textura e aroma quando colocada pouco antes de servir. Em sobremesas frias, como panna cotta, pudins leves e mousses de frutas, as pétalas realçam a apresentação e reforçam a associação com a maçã.
Para orientar o uso em doces de forma prática, algumas preparações se destacam por valorizar tanto o sabor quanto o visual da flor, sem sobrecarregar o paladar:
- Decoração de bolos e cupcakes: pétalas frescas sobre a cobertura, trazendo cor e leve perfume frutado.
- Infusão em caldas suaves: flores rapidamente infundidas em calda de açúcar para regar bolos ou frutas assadas.
- Gelatinas e doces em camadas: pétalas inteiras em gelatina transparente, criando efeito visual marcante.
- Saladas de frutas: combinadas com maçã, pera e uva, ampliam a sensação de frescor e leveza.
Quais cuidados garantem o consumo seguro da flor capuchinha?
O uso de flores comestíveis exige atenção especial à procedência, pois flores de floriculturas comuns podem receber defensivos não indicados para alimentação. A capuchinha destinada ao consumo deve vir de hortas orgânicas, produtores especializados ou feiras que sinalizem uso culinário.
Além da origem, é importante higienizar delicadamente as flores em água corrente, usar solução própria para vegetais quando necessário e consumi-las frescas, de preferência no mesmo dia. Pessoas com histórico de alergias alimentares devem começar com pequenas quantidades e observar qualquer reação.
Existe uma flor delicada que surpreende pelo sabor suave, lembrando maçã ao paladar.
Neste vídeo do canal Horta Mineira, com mais de 657 mil de inscritos e cerca de 11 mil visualizações, essa curiosidade aparece ligada à cozinha natural:
Como harmonizar a flor capuchinha com maçã e outros sabores doces?
O sabor que remete à maçã verde combina bem com preparações que levam canela, baunilha e frutas de perfil suave, como pera e uva. Em tortas de maçã, crumbles ou bolos simples, a flor funciona como complemento visual e aromático, reforçando o tema frutado da sobremesa.
No dia a dia, é possível incluí-la em iogurte natural adoçado com mel, junto de cubos de maçã, granola e pétalas de capuchinha, criando contraste de texturas. Em pavês frios ou coquetéis sem álcool à base de suco de maçã, hortelã e água com gás, a flor atua como elemento decorativo e aromático, ampliando a experiência sensorial.
Por que a flor capuchinha é considerada um ingrediente versátil na cozinha?
A flor capuchinha transita com facilidade entre preparações doces e salgadas, podendo aparecer em saladas, molhos, recheios de sanduíches e até conservas. Nas sobremesas, seu perfil floral-frutado ajuda a equilibrar doces muito açucarados, oferecendo frescor e leve toque vegetal.
Assim, a flor com gosto de maçã se consolida como ingrediente acessível e criativo, que valoriza tanto o sabor quanto a apresentação dos pratos. Ao respeitar os cuidados de segurança e usar a quantidade com moderação, é possível explorar novas combinações sem afastar o paladar de quem está começando a experimentar flores na gastronomia.