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Essas duas plantas ajudam a manter mosquitos longe de casa de forma natural
O cheiro das folhas interfere no ambiente ao redor
Manter a casa livre de mosquitos é uma preocupação constante em muitas regiões do Brasil, especialmente em períodos mais quentes e chuvosos. Em vez de depender apenas de repelentes químicos, parte da população tem recorrido a alternativas naturais, como a citronela (Cymbopogon nardus) e a lavanda (Lavandula angustifolia), que ajudam a reduzir a presença desses insetos de forma simples e acessível.
Como a citronela ajuda a afastar mosquitos de forma natural
A citronela é provavelmente a planta repelente de mosquitos mais conhecida. Trata-se de uma gramínea aromática, de crescimento rápido, que libera um cheiro intenso característico devido aos óleos essenciais presentes nas folhas, especialmente o citronelal e o geraniol, que confundem o olfato dos mosquitos.
Na prática, a citronela costuma ser usada plantada em vasos ou jardins próximos a portas, janelas, áreas de lazer e corredores externos. O vento ajuda a espalhar o cheiro, criando um ambiente menos atrativo para mosquitos como o Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya, entre outros vetores presentes em áreas urbanas.

Quais são as melhores formas de usar a citronela em casa
Para aumentar o efeito repelente da citronela contra mosquitos, muitas pessoas intensificam a liberação de aroma esfregando suavemente as folhas entre os dedos ou utilizando ramos cortados em pequenos arranjos. Esse procedimento simples libera mais óleo essencial no ambiente e pode ser útil em momentos de maior incidência de insetos.
O óleo essencial de citronela, extraído industrialmente, é bastante empregado em velas, difusores e sprays. Nesses casos, é importante seguir orientações de segurança, principalmente em locais fechados e próximos a crianças, pessoas alérgicas e animais domésticos, evitando contato direto com olhos, boca e pele sensível. Além disso, é recomendado testar o uso em pequenas áreas antes de aplicar o produto em todo o ambiente, para verificar possíveis reações.
Lavanda realmente afasta mosquitos e outros insetos
A lavanda (Lavandula angustifolia) é conhecida mundialmente pelo perfume suave associado ao relaxamento. Além do uso decorativo, essa planta apresenta propriedades repelentes de insetos graças à presença de linalol e acetato de linalila em seu óleo essencial, compostos que tornam o ambiente menos atraente para mosquitos, moscas e algumas traças.
Diferentemente da citronela, a lavanda prefere regiões com boa incidência de sol e solo bem drenado. Em residências, costuma ser cultivada em vasos em varandas, canteiros elevados e jardins secos, sendo especialmente eficiente quando posicionada em locais com passagem de ar, como janelas e portas, onde o perfume se espalha com mais facilidade.
Como usar o óleo essencial de lavanda com segurança
O óleo essencial de lavanda é frequentemente utilizado em difusores, sachês e sprays de ambiente, podendo ser combinado a outros óleos com efeito repelente, como o de citronela, para criar misturas aromáticas mais intensas. Essa combinação costuma ser usada em salas, quartos e varandas como complemento às barreiras físicas, como telas.
O uso direto sobre a pele requer cuidado, respeitando diluições adequadas em óleo carreador ou água e, sempre que possível, orientação de profissionais habilitados. Pessoas com histórico de alergias, gestantes, bebês e animais domésticos sensíveis devem ter atenção redobrada ao uso de óleos essenciais em ambientes fechados. Em qualquer situação, a ventilação adequada do ambiente é uma medida simples que ajuda a reduzir possíveis desconfortos respiratórios.
Planta muito conhecidas ajudam a afastar mosquitos da casa sem uso de veneno. Neste vídeo do canal YUCCA PLANTAS, que reúne mais de 548 mil de inscritos e soma cerca de 27 mil visualizações, você entende como citronela e lavanda atuam no ambiente:
Como combinar citronela e lavanda para afastar mosquitos
Para quem pretende adotar plantas que afastam mosquitos, alguns cuidados simples ajudam a potencializar os resultados. Citronela e lavanda podem ser combinadas no mesmo espaço, desde que as necessidades de sol, solo e irrigação de cada espécie sejam respeitadas, evitando excesso de água e sombreamento prolongado.
Em áreas externas, é comum formar bordaduras ou conjuntos de vasos lado a lado, criando uma espécie de corredor aromático. Além do cultivo direto, moradores podem recorrer a produtos derivados dessas plantas para reforçar a proteção, desde que entendam bem as opções disponíveis.
Entre as formas mais práticas de uso no dia a dia, destacam-se:
- Posicionar vasos de citronela próximos a varandas, churrasqueiras e áreas de convivência;
- Manter lavandas em janelas ensolaradas, sacadas e jardins frontais bem drenados;
- Retirar folhas secas e manter a poda em dia para estimular o crescimento saudável;
- Utilizar pratos de vasos sempre secos para evitar acúmulo de água e proliferação de larvas;
- Combinar o uso das plantas com telas em janelas e cuidados gerais de limpeza do entorno.
Quais produtos derivados de citronela e lavanda podem ajudar
Além das plantas cultivadas, alguns produtos derivados são usados para ampliar a proteção contra mosquitos, especialmente em períodos de maior infestação. Esses itens podem complementar o paisagismo funcional e oferecer conveniência em ambientes internos e externos.
- Velas com óleo de citronela, utilizadas em mesas externas durante a noite;
- Difusores de ambiente com óleo de lavanda ou misturas de óleos repelentes;
- Sachês perfumados com flores secas de lavanda em armários e gavetas;
- Sprays de água aromatizada para aplicação em cortinas e áreas de passagem de ar.
Quais cuidados e limites existem no uso de plantas contra mosquitos
Apesar de auxiliarem na redução da presença de insetos, citronela e lavanda não substituem medidas básicas de prevenção, principalmente em regiões com alta incidência de doenças transmitidas por mosquitos. As plantas atuam como complemento e devem integrar uma estratégia mais ampla de controle.
É fundamental manter a rotina de inspeção de possíveis criadouros, usar barreiras físicas e, em caso de surtos, buscar apoio dos serviços de saúde. O uso correto de óleos essenciais e outros produtos concentrados também é essencial para evitar irritações, intoxicações e riscos desnecessários. Em áreas endêmicas, seguir as orientações das autoridades de saúde sobre repelentes aprovados e vacinação, quando disponível, continua sendo uma medida indispensável.