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Esse inseto só aparece em noites específicas e chama muita atenção
A aparição costuma ser breve
Entre as várias curiosidades do mundo natural, o chamado “inseto que só aparece quando a lua está cheia” costuma chamar a atenção de quem observa o céu e o ambiente ao redor. Em muitas regiões, esse mistério é associado ao besouro-luzente, da família Lampyridae, grupo em que também se encontram os vagalumes. Esses pequenos insetos bioluminescentes surgem com mais facilidade em noites claras e sem nuvens, o que reforça a ideia popular de que seriam guiados pela lua cheia e por condições ambientais específicas.
O que é o besouro-luzente e como funciona sua bioluminescência
O termo besouro-luzente é usado para designar insetos da família Lampyridae, conhecidos pela capacidade de produzir luz fria por meio da bioluminescência. Essa luz é resultado de uma reação química que envolve luciferina, luciferase, oxigênio e energia celular, gerando brilho com pouquíssima perda em forma de calor.
Esses insetos passam por fases distintas: ovo, larva, pupa e adulto, e em várias espécies não apenas os adultos, mas também as larvas emitem luz. Em ambientes naturais, o brilho funciona como forma de comunicação e, em muitos casos, como alerta para predadores, indicando que o organismo pode ter sabor desagradável ou ser tóxico.

Por que o besouro-luzente parece aparecer mais na lua cheia
A associação entre besouro-luzente e lua cheia está ligada principalmente à percepção humana e aos hábitos de atividade desses insetos. Em noites de lua cheia há mais luz ambiente, o que facilita a observação da fauna noturna, enquanto muitos Lampyridae intensificam voos curtos e piscares rítmicos para reprodução.
Alguns fatores naturais ajudam a explicar essa coincidência de brilho de lua e de insetos, formando o “espetáculo” que tanta gente relata no verão:
- Visibilidade aumentada: o céu mais claro permite enxergar melhor a paisagem e os pontos luminosos emitidos pelos insetos.
- Condições climáticas: noites de lua cheia muitas vezes coincidem com tempo estável, sem chuva intensa, favorecendo a atividade de insetos alados.
- Ritmo biológico: algumas espécies ajustam comportamentos de reprodução a ciclos de luminosidade e temperatura associados às fases da lua.
Como o besouro-luzente usa a luz que produz na natureza
A bioluminescência do besouro-luzente tem funções bem definidas, principalmente na comunicação reprodutiva. Em diversas espécies, machos e fêmeas emitem padrões específicos de piscar, um “código luminoso” que permite o reconhecimento entre indivíduos da mesma espécie em horários limitados após o anoitecer.
Além disso, a luz atua como mecanismo de defesa, pois predadores aprendem a associar o brilho a substâncias desagradáveis presentes no corpo do inseto. Em certas espécies, as larvas também usam a bioluminescência para sinalizar sua presença no solo ou em folhas úmidas, reduzindo o risco de predação e auxiliando na sobrevivência do ciclo de vida.
Existe um inseto que costuma aparecer com mais frequência quando a lua está cheia, chamando atenção pelo brilho discreto. Neste vídeo do canal Mesquita, que reúne mais de 1.3 milhões de inscritos e soma cerca de 20 mil visualizações, você entende por que isso acontece:
Onde o besouro-luzente é encontrado com mais facilidade
O besouro-luzente Lampyridae ocorre em diversos continentes, principalmente em áreas com vegetação e boa disponibilidade de umidade. São frequentes em ambientes onde exista abrigo, alimento para as larvas e pouca interferência luminosa artificial, como zonas rurais e bordas de florestas.
A presença de lâmpadas intensas, poluição e uso excessivo de agrotóxicos tende a reduzir a quantidade de Lampyridae observada. Por isso, a imagem do “inseto de lua cheia” costuma ser mais comum em áreas de conservação e paisagens rurais, onde as condições naturais se mantêm relativamente equilibradas.
Por que observar o besouro-luzente é importante em 2025
Em 2025, pesquisadores e ambientalistas utilizam a ocorrência de besouros-luzentes como indicador de qualidade ambiental. A redução ou aumento de sua presença em determinada região pode sinalizar mudanças no uso do solo, na poluição luminosa e no equilíbrio dos ecossistemas, inclusive próximos a cidades.
Algumas ações simples são recomendadas para manter populações desses insetos e preservar o espetáculo das noites claras:
- Reduzir a iluminação externa excessiva, especialmente perto de matas, jardins e cursos d’água.
- Preservar jardins, gramados e áreas com vegetação nativa, que servem de abrigo e alimento para larvas e adultos.
- Controlar o uso de pesticidas, evitando impactos diretos na fauna de insetos benéficos e polinizadores.
Dessa forma, a figura do “inseto que só aparece quando a lua está cheia”, representada pelo besouro-luzente, torna-se também um sinal de alerta sobre a relação entre atividade humana, paisagem noturna e conservação da biodiversidade em diferentes regiões do planeta.