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Exposição ‘Inteligência Artificial’ estreia na Cidades das Artes e apresenta os rumos desta tecnologia

Mostra interativa e gratuita debaterá os caminhos da inteligência artificial, como ela interage com o ser humano através dos tempos e ficará em cartaz até o dia 5 de dezembro

Por Redação Tupi

Exposição 'Inteligência Artificial
Exposição ‘Inteligência Artificial’ estreia na Cidades das Artes e apresenta os rumos desta tecnologia

Uma exposição cheia de referências cinematográficas, significados e que tem o ser humano como fonte para pensar o inegável avanço da inteligência artificial e como ela poderá interferir no futuro da própria humanidade. É assim que é apresentada I.A. Inteligência Artificial — Irreversível. Agora. que ocupa 600m² da Cidade das Artes com dez seções. A mostra, que tem entrada gratuita, fica em cartaz até o dia 5 de dezembro.

Idealizada pelo diretor e produtor cultural, Miguel Colker, e com curadoria e projeto expográfico criados pela Ostra Estúdio, do designer de espaços efêmeros Rodrigo Franco, a mostra é realizada pela Araucária Agência Cultural e une arte, entretenimento e informação. Com o conceito que mostra o futuro como uma página em branco e intrigante que ainda será escrito, a exposição usa três ambientes da imponente e moderna arquitetura da Cidade das Artes para dialogar com o público sobre os rumos da inteligência artificial e como questões morais da experiência humana podem interferir no processo de automação. “O cérebro humano é ao mesmo tempo fonte de inspiração e instrumento para desenvolvimento da I.A.”, define o criativo Rodrigo Franco, da Ostra Estúdio.

 

A revolução das máquinas

Logo na esplanada, o público tem contato com a instalação Cérebro-Luz, um gigante busto de 8 metros de altura que é um convite à reflexão. Os visitantes podem entrar e ver de baixo para cima  um enorme cérebro iluminado que serve de fonte para a criação da inteligência artificial.

Dando sequência à exposição, uma escadaria exibe os principais marcos do desenvolvimento da IA começando pelo filme “Metrópolis”, obra-prima do cineasta alemão Friz Lang, lançado em 1927 e que é considerado o primeiro filme de ficção científica do cinema. A linha do tempo mostra como os séculos XX e XXI foram importantes para o progresso da humanidade através da inteligência artificial. Ao longo da escada, o público encontra totens informativos que, além de servirem como ponto de descanso, explicam o que é a inteligência e como ela colocou o homem no topo da cadeia no reino animal e como os dados, criados pelo próprio indivíduo, alimentam a IA e fazem a tecnologia avançar.

Depois de se informar sobre o ponto de partida para a criação dos estudos em inteligência artificial, os visitantes se deparam com uma sala imersiva, inspirada no conceito de panóptico, do filósofo francês Michel Foucault. Nela, é possível participar de um jogo que testa os conhecimentos e, ao mesmo tempo, todos são observados por câmeras, um misto de exposição proposital e vigilância constante. Nela a frase “Sorria, você está sendo filmado” faz todo o sentido!

No momento seguinte, o público é guiado a uma sala que faz referência à cena da estação do metrô, do filme “Matrix”, dirigido pelas irmãs Lily e Lana Wachowski. Nela, é possível ter o livre arbítrio e encarar as consequências entre a escolha de um futuro utópico ou distópico. Na próxima seção, as pessoas são coautoras do futuro ao gerar dados no presente. É proposto um jogo interativo que discute questões éticas relacionadas a carros autônomos, fazendo a sociedade pensar decisões em conjunto.

O ambiente Campo Minado leva à reflexão sobre os riscos da falta de controle sobre essa tecnologia. O piso é projetado com pequenas explosões e ondulações que simulam um ambiente de guerra. Nele, há emblemáticas referências aos filmes “Ex Machina”, “Her”, “2001 — Uma odisseia no espaço” e “O Exterminador do Futuro”. No centro da sala, tem um botão e, caso alguém acione, as sirenes são ligadas, alterando a iluminação da sala.

 

O último espaço traz a seguinte pergunta: “Afinal, o que é ser humano?”. Nela, a exposição convida o público a pensar a respeito, através de uma experiência imersiva com um sensor de movimento e projeção de luminescência. É possível ver a aura das pessoas simulada através do calor humano.

 

Uma exposição acessível

Para que o maior número de pessoas possa aproveitar a exposição I.A. Inteligência Artificial — Irreversível. Agora., o percurso é inclusivo e pode ser iniciado no elevador ao invés da escadaria. Pessoas com limitações de mobilidade tem acesso à linha do tempo com as mesmas informações instaladas na escadaria.

 

Funcionamento e ingressos

Gratuita, a mostra funciona de quarta a sexta, das 14h às 21h. Aos sábados e domingos, das 11h às 21h.

Os ingressos podem ser retirados através da plataforma Sympla (www.sympla.com.br) e precisam ser apresentados na entrada.

A fim de reiterar o compromisso da saúde do público, a exposição I.A. Inteligência Artificial — Irreversível. Agora. segue protocolo sanitário, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e determinações da Prefeitura do Rio. Para de evitar aglomeração, tem capacidade reduzida a 60 pessoas por hora, além de condutas de higienização ambiental e postos de triagem na entrada. O uso de máscara é obrigatório durante toda a visita.



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