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Família troca o chuveiro comum por um modelo com controle eletrônico de temperatura para economizar e descobre que o tempo de banho e o uso na potência máxima continuam pesando na conta de luz

Regulagem eletrônica ajuda a fugir da posição mais quente, mas o gasto depende da potência usada e dos minutos debaixo da água, segundo Cemig e Copel

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O controle eletrônico ajuda a regular a temperatura, mas o gasto depende da potência usada e da duração do banho
O controle eletrônico ajuda a regular a temperatura, mas o gasto depende da potência usada e da duração do banho - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Trocar o chuveiro elétrico comum por um modelo com controle eletrônico de temperatura parece o atalho perfeito para aliviar a conta de luz. Muita família faz a troca e, no mês seguinte, se surpreende com a fatura. A explicação é simples: o aparelho ajuda a regular o calor, mas quem define o gasto continua sendo a potência usada e o tempo que a água fica correndo.

Por que o controle eletrônico de temperatura não zera o gasto?

Porque o controle eletrônico só ajusta quanto da potência o chuveiro usa, sem mudar a regra do consumo. Segundo a Cemig, alguns modelos trazem um dispositivo de ajuste eletrônico que permite chegar a uma temperatura mais próxima da desejada.

O ganho aparece quando essa regulagem evita deixar a chave no inverno o tempo todo, com temperaturas intermediárias. Se o morador gira o botão até o fim, o aparelho trabalha com toda a sua potência elétrica, como um modelo comum na posição mais quente. O recurso abre a porta para economizar, mas não economiza sozinho.

Orientação da Copel divulgada pela Agência Estadual de Notícias do Paraná vai no mesmo sentido. Modelos multitemperatura permitem um controle mais preciso da energia, mas o consumo é determinado pela potência em watts, informada na embalagem e na etiqueta do Inmetro.

Quanto o tempo de banho pesa no consumo de energia elétrica?

Pesa tanto quanto a potência, porque o consumo de energia elétrica é a multiplicação de uma pela outra. A potência em quilowatts vezes as horas de uso resulta nos quilowatts-hora (kWh) cobrados na fatura.

Com o botão no máximo, o chuveiro eletrônico usa toda a potência e não economiza sozinho
Com o botão no máximo, o chuveiro eletrônico usa toda a potência e não economiza sozinho – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Pelo exemplo da Copel, um banho diário de 15 minutos num chuveiro de 5.500 watts gera cerca de 41 kWh no fim do mês. A distribuidora paranaense aponta que o aquecimento da água responde, em média, por 25% do valor da conta.

Para enxergar o efeito do relógio, a tabela aplica a mesma fórmula a um aparelho de 5.500 watts no máximo. Os números consideram um banho por dia, durante 30 dias, para uma pessoa e para uma família de quatro.

Consumo do banhoESTIMATIVA
Consumo mensal de um chuveiro de 5.500 W na potência máxima
Tempo por banho Uma pessoa Família de quatro
5 minutos 13,75 kWh 55 kWh
10 minutos 27,5 kWh 110 kWh
15 minutos 41,25 kWh 165 kWh

Os valores seguem o cálculo do exemplo divulgado pela Copel e servem de referência, já que cada aparelho tem a sua potência. Numa casa com quatro pessoas, cortar cinco minutos de cada banho tira 55 kWh do mês sem trocar nenhum equipamento.

A mesma lógica de potência e tempo de uso vale para outros aparelhos da casa. A matéria abaixo mostra como isso funciona na cozinha.

Como usar a potência elétrica do chuveiro a favor do bolso?

O primeiro passo é deixar a regulagem eletrônica abaixo do máximo sempre que o clima permitir. A Cemig calcula que, na posição verão, o consumo do chuveiro cai 30%, o que pode reduzir em até 10% o consumo da casa no fim do mês.

Fechar a torneira ao se ensaboar e encurtar o banho ajudam a reduzir o consumo de energia
Fechar a torneira ao se ensaboar e encurtar o banho ajudam a reduzir o consumo de energia – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

No calor do Rio, boa parte do ano dispensa a água pelando, e isso facilita manter o botão no meio do caminho. Outras atitudes simples, recomendadas pela distribuidora mineira, completam a economia:

  • Encurtar o banho, apontado pela Cemig como a melhor dica para gastar menos.
  • Fechar a torneira ao ensaboar o corpo e lavar os cabelos.
  • Abrir a água alguns segundos antes de ligar o aquecimento, para evitar queimar a resistência.
  • Trocar a resistência queimada por outra com as mesmas características da original.

Na hora de comprar, a potência também entra na conta: segundo a companhia, um modelo de 5.500 watts gasta 20% a mais que um de 4.500 watts. Fios derretidos, pequenos choques e cheiro de queimado são sinais de problema, alerta a Copel, e qualquer reparo exige o disjuntor desligado e um eletricista qualificado.

O que a família pode mudar já no próximo banho de chuveiro?

A família não precisa se arrepender da troca: o controle eletrônico é uma ferramenta útil quando usado com critério. O resultado na conta de luz depende de duas escolhas feitas no box, a posição do botão e os minutos debaixo da água.

Olhe a potência na etiqueta do aparelho e a tarifa impressa na fatura da sua distribuidora para fazer a conta da sua casa. Que tal combinar com a turma um banho mais curto e morninho nesta semana e comparar o resultado na próxima conta?

Para quem está com a casa em clima de mudança, tem mais assunto de reforma no site. A matéria abaixo compara os custos de trocar o piso de um quarto.