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Fim das bets: prazo para sacar dinheiro termina hoje; saiba tudo
Governo proíbe apostas online; entenda o cronograma para resgatar valores, o bloqueio dos sites e o que acontece com os patrocínios no esporte
Após a proibição de apostas e jogos virtuais online no país, os apostadores têm até as 23h59 desta segunda-feira (5) para retirar os valores mantidos nas plataformas.
Caso percam o prazo, a devolução será feita posteriormente pelos bancos que operam com as casas de apostas. Segundo o governo, essa devolução deverá ocorrer entre os dias 9 e 14 de outubro. O resgate é válido para bets até então autorizadas.
Lojas de aplicativos, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) deverão bloquear os sites e aplicativos a partir da 0h de 6 de outubro. Quem tentar acessar as plataformas será redirecionado para uma página com orientações sobre o resgate.
Como fica o cronograma?
Até as 23h59 de 5 de outubro: apostadores poderão retirar os valores mantidos nas plataformas.
À 0h de 6 de outubro: os sites e aplicativos de apostas sairão do ar.
Entre 7 e 8 de outubro: empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos por cada apostador.
Entre 9 e 14 de outubro: os recursos serão devolvidos integralmente pelas instituições financeiras.
A partir de 14 de outubro: a Caixa Econômica Federal intermediará a devolução nos casos em que houver impedimento.
Novas publicidades de casas de apostas ficam proibidas. As empresas do setor têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar peças de propaganda e marketing, tanto em meios físicos quanto digitais. O prazo também vale para a remoção de marcas em contratos de patrocínio.
No futebol, um dos setores mais afetados, as bets desembolsaram R$ 1,1 bilhão para os principais clubes do país em 2025, o que representa 36% das receitas de marketing dessas equipes.
As medidas fazem parte de um pacote econômico para combater o endividamento das famílias. A ofensiva ocorre em meio a críticas do presidente Lula às apostas, que, segundo ele, transformam “vício em lucro” e estão “destruindo lares”.
Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) estima que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento familiar brasileiro em 2025. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contesta as conclusões e afirma que o levantamento comete “erros graves”.
Desde o início de 2025, o governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das empresas de apostas online, valor que ajudou no cumprimento de metas fiscais.
O que diz o setor?
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a ANJL afirmaram em nota que a proibição pode empurrar apostadores para sites clandestinos, sem fiscalização ou proteção. As entidades classificaram a medida como uma “ruptura do marco regulatório” e informaram que levarão o caso à Justiça.
Segundo a nota, 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que contam com mecanismos como verificação de idade, CPF e políticas de saúde mental.