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Fundada em 1590, a quarta cidade mais antiga do Brasil abriga o primeiro Cristo Redentor do país
Uma relíquia colonial com o Cristo Redentor mais antigo do Brasil.
Subir a ladeira de pedra até o centro histórico de São Cristóvão é entrar num cenário do século XVII que nunca saiu do lugar. A quarta cidade mais antiga do Brasil, fundada cinco anos antes do fim da União Ibérica, guarda a única praça do país traçada sob as Ordenações Filipinas e um Cristo Redentor inaugurado em 1926, cinco anos antes do carioca.
Por que a praça mais rara do Brasil fica em Sergipe?
A Praça São Francisco é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2010 e o primeiro sítio sergipano a receber a chancela. O que a torna singular é o traçado: construída entre os séculos XVI e XVII, ela segue o modelo de Plaza Mayor espanhola inserido no padrão urbano português. O resultado é uma fusão que não se repetiu em nenhuma outra cidade brasileira.
Ao redor do quadrilátero estão a Igreja e Convento de São Francisco (fundados em 1693), o antigo Palácio Provincial e a Santa Casa de Misericórdia. Todos tombados individualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entre 1941 e 1943. O conjunto urbano inteiro recebeu tombamento em 1967.

A cidade que teve Cristo Redentor antes do Rio de Janeiro
No alto da colina de São Gonçalo, a 90 metros de altitude, o Cristo Redentor de São Cristóvão observa a cidade desde janeiro de 1926. Com 16 metros de altura, a escultura foi encomendada pelo governador Graccho Cardoso ao arquiteto italiano Bellando Bellandi e construída entre 1924 e 1926. A pose é diferente da versão carioca: um braço acolhe, o outro aponta para a cidade.
Após décadas de abandono, o mirante foi requalificado pela Prefeitura de São Cristóvão e reaberto ao público com nova estrutura de acesso e vista panorâmica do centro histórico.
A riqueza histórica e cultural da quarta cidade mais antiga do país, que guarda as raízes do estado de Sergipe. O vídeo é do canal Boa Sorte Viajante – Matheus Boa Sorte, que conta com mais de 300 mil inscritos, e apresenta São Cristóvão, destacando a Praça São Francisco, o Convento do Carmo e as tradicionais queijadinhas:
O que visitar na Cidade Mãe de Sergipe?
O roteiro cabe em um dia, mas pede calma. As atrações se concentram entre a cidade alta e o mirante, em um raio de 2 km.

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Biscoitos de freira e queijadas de coco na doçaria colonial
A gastronomia de São Cristóvão gira em torno da doçaria conventual, com receitas que cruzaram oceanos e ganharam sabor local.
Os doces e biscoitos são encontrados na Praça São Francisco, onde funcionam o Centro de Artesanato, a Casa dos Saberes e Fazeres e barracas de produtores locais.

Quando o clima favorece a visita à cidade colonial?
São Cristóvão acompanha o clima tropical de Aracaju, com sol forte o ano inteiro. O período seco é o melhor para caminhar pelas ladeiras de pedra sem surpresas.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo para Aracaju, a 25 km. Condições podem variar.
Como chegar à primeira capital sergipana
São Cristóvão fica a 25 km de Aracaju, cerca de 30 minutos de carro pela rodovia estadual. Uma corrida de aplicativo a partir da Orla de Atalaia custa em torno de R$ 40. A cidade não tem rodoviária própria, mas o acesso é simples a partir do Aeroporto de Aracaju (AJU), que recebe voos diretos de São Paulo, Brasília e Salvador.
A cidade onde o Brasil colonial ainda respira
São Cristóvão é daqueles lugares que dispensam filtro e cenário montado. O chão de pedra, as fachadas do século XVII e o silêncio das igrejas entregam uma experiência rara no Nordeste, a meia hora da capital.
Você precisa subir a ladeira da Cidade Mãe, provar um bricelet na Praça São Francisco e descobrir que Sergipe guarda um dos patrimônios mais autênticos do Brasil.