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Heitor Santos desabafa sobre os desafios em sua trajetória no arrocha: “Não foi fácil”
Com mais de 3 milhões de ouvintes mensais, cantor sergipano relembra começo difícil e revela o que o sucesso representa para sua família
Antes dos milhões de ouvintes, dos números nas plataformas e da projeção nas redes sociais, existia um menino de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, tentando encontrar na música uma possibilidade de mudar a própria história. Hoje, Heitor Santos ultrapassa 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify, mas faz questão de lembrar que chegar até aqui não foi um caminho simples.
O cantor, que começou ainda criança no piseiro e encontrou posteriormente sua identidade no arrocha, passou por pequenos palcos de Aracaju antes de alcançar um público nacional.
Para Heitor, por isso, falar sobre arrocha também significa falar sobre sua própria vida.
“Não foi fácil chegar até aqui. Quem vê os números hoje não vê tudo o que aconteceu antes deles. O arrocha representa muito da minha história, das coisas que vivi e também do sonho que sempre tive de conseguir transformar a vida da minha família através da música”, afirma.
‘Eu me reconheci no arrocha’
Influenciado por nomes como Devinho Novaes, Unha Pintada e Silvanno Salles, Heitor encontrou no romantismo e na sofrência uma maneira de transformar sentimentos em música.
Mais do que escolher um gênero musical, ele conta que se identificou com a forma direta como o arrocha fala sobre amor, decepções e histórias que fazem parte da vida de quem está ouvindo.
“Eu me reconheci no arrocha porque é uma música que fala de sentimento sem ter vergonha de sentir. Tem sofrimento, tem amor, tem decepção, tem verdade. Muitas vezes você canta uma coisa que viveu e percebe que milhares de pessoas também passaram por aquilo. Essa conexão é muito forte.”
A identificação do público começou a crescer tanto nas músicas quanto nas redes sociais. O jeito espontâneo de Heitor também ganhou repercussão com a frase “Não me chame de cachorro… se não eu mordo sua canela”, que viralizou e levou seu nome a novos públicos.
Os milhões vieram depois
Hoje, superar a marca de 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify representa uma realidade muito diferente daquela encontrada no início da trajetória.
Heitor, no entanto, prefere enxergar o número como consequência de um processo que começou muito antes das plataformas digitais reconhecerem seu trabalho.
“Três milhões é um número que assusta quando eu paro para pensar. São milhões de pessoas escolhendo ouvir a minha música. Para quem começou com um sonho, passando por palco pequeno e sem saber exatamente onde tudo aquilo ia chegar, é emocionante. Mas eu também sei que ainda tenho muita coisa para construir.”
Família continua sendo a maior motivação
Por trás da vontade de crescer no cenário musical, existe uma motivação que Heitor carrega desde o começo: proporcionar uma realidade diferente para sua família.
O cantor afirma que essa continua sendo uma das razões para enfrentar os períodos difíceis de uma carreira marcada por incertezas.
“Meu sonho nunca foi só aparecer ou ter números. Sempre pensei na minha família. Quero olhar para trás e saber que a música que eu escolhi lá no começo conseguiu mudar a nossa história. É isso que me faz continuar quando as coisas ficam difíceis.”
Uma nova fase
O crescimento acontece enquanto Heitor Santos inicia uma nova etapa profissional. O artista assinou com a Sua Música Digital e prepara o audiovisual “Sabor HS”, projeto que pretende reforçar sua identidade dentro do gênero.
Mesmo com os próximos passos da carreira, o cantor não pretende se afastar das referências que o trouxeram até aqui.
“Eu tenho muito orgulho de onde vim e do gênero que escolhi cantar. Quero crescer, alcançar lugares que ainda não alcancei, mas sem esquecer minha essência. Se eu conseguir levar o arrocha cada vez mais longe e continuar representando as minhas raízes, já vai significar muita coisa para mim.”
Para Heitor, os milhões de ouvintes representam uma conquista, mas não o ponto final. Entre a sofrência que canta e os sonhos que ainda pretende realizar, o sergipano continua enxergando no arrocha a possibilidade de transformar não apenas sentimentos em música, mas também a história de sua família.