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Joanna de Assis critica falta de espaço para mulheres envelhecerem na TV esportiva
Após 20 anos na Globo, Joanna de Assis reflete sobre a dificuldade das mulheres em envelhecer na TV esportiva e transforma sua saída em mensagem de afirmação
A jornalista Joanna de Assis, de 45 anos, refletiu sobre sua saída da Globo após 20 anos e destacou a dificuldade das mulheres em envelhecer na televisão esportiva. Embora não acredite que sua demissão tenha sido motivada por etarismo, ela reconhece que o episódio pode transmitir uma mensagem negativa para jovens profissionais que desejam construir carreira no jornalismo esportivo.
Joanna afirma que se sente responsável por reforçar a presença feminina no setor e por mostrar que as mulheres “podem, existem e vão continuar incomodando”. Para evitar o tom melancólico que costuma acompanhar despedidas, transformou o anúncio em uma campanha publicitária bem-humorada: “Mulheres não choram, elas lucram e fazem churrasco”.
A demissão foi recebida com maturidade, segundo a jornalista, que relatou ter sido surpreendida enquanto trabalhava na redação. Ao longo de sua trajetória, Joanna cobriu grandes competições, foi correspondente em Nova York, comandou programas esportivos e se destacou em projetos de impacto, como a investigação sobre abusos na ginástica e o podcast Nos Armários dos Vestiários.
Agora, ela pretende seguir na comunicação, mas sem pressa para definir o próximo passo. “Quero um desafio grande, porque é disso que eu gosto. Estou lotada de energia, e meu currículo sou eu”, resume.
O texto Joanna de Assis critica falta de espaço para mulheres envelhecerem na TV esportiva foi publicado primeiro no Observatório da TV.