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Justiça usa fala de Romário contra ele e penhora 30% de seu salário
Senador alegou precisar do dinheiro para sobreviver; Justiça lembrou que ele abriu mão do valor para comentar a Copa e manteve a decisão
A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 30% do salário do senador Romário de Souza Faria (PL-RJ) após o ex-jogador afirmar que abriu mão do dinheiro para trabalhar nas transmissões da Copa do Mundo pela “Cazé TV”.
Romário recorreu da penhora, alegando que precisava do salário para sobreviver. Contudo, o tribunal relembrou a fala do parlamentar durante o processo e manteve a decisão.
Em maio, o ex-jogador foi contratado como comentarista da “CazéTV” durante os jogos da Copa. Na ocasião, ele afirmou em um discurso no plenário que não receberia o salário de senador para realizar o trabalho.
“Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Fiz isso através de um ofício à Presidência do Senado. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa”, disse o senador em discurso virtual.
A penhora de parte do salário foi a sentença definida em uma ação por danos morais que envolve o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero. A condenação refere-se a um caso de 2017, quando Romário era deputado federal e afirmou que Del Nero deveria ser preso.
Apesar do recurso de Romário, que alegou ter a “sobrevivência ameaçada”, a Justiça manteve a decisão. Segundo Vitor Frederico Kumpel, relator do processo, a penhora não oferece risco à subsistência do senador e está dentro da legalidade.
“De fato, se o executado tem capacidade financeira para abrir mão da integralidade dos seus subsídios, a penhora de parte destes não atingirá a sua subsistência e a de sua família”, diz o texto judicial.
Como senador, Romário recebe um salário bruto de R$ 46.366,19. A dívida atual do ex-jogador no processo é de R$ 34.474,94.