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A época em que tirar fotos era um mistério e também exercício de paciência

Antes dos smartphones, a fotografia era um ato de fé e paciência: o resultado só vinha dias depois, tornando cada registro um verdadeiro tesouro

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Pessoa de cabelos curtos segurando câmera analógica vintage com luvas pretas em campo amarelo.
A redescoberta do analógico: a paciência e a surpresa do processo fotográfico em filme, valorizada por uma nova geração. Foto: Reprodução

Num mundo dominado pela gratificação instantânea das telas de smartphones, onde cada clique é seguido por uma visualização imediata, é quase um exercício de arqueologia lembrar de uma época diferente. Uma época em que a fotografia era um ritual de paciência, um ato de fé. Cada foto era um pequeno mistério, uma promessa guardada em um rolo de filme, longe dos nossos olhos.

A experiência começava na escolha do filme: seriam 24 ou 36 poses? Os filmes de 12 poses, muitas vezes associados a câmeras de médio formato, eram para ocasiões ainda mais especiais. Cada avanço manual da alavanca era um compromisso. Não havia “deletar”. Cada disparo contava, forçando um olhar mais atento e uma composição mais cuidadosa. Você ouvia o clique do obturador e sabia que aquele momento estava capturado, mas o como era um segredo que só seria revelado dias, ou até semanas, depois.

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A Doce Agonia da Espera

Terminado o rolo, começava a segunda parte da jornada: a revelação. O filme era cuidadosamente rebobinado e levado a uma loja de fotografia, onde o envelope com a data de entrega se tornava um bilhete para o futuro. A espera era uma mistura de ansiedade e esperança. Será que a foto da festa de aniversário ficou boa? O pôr do sol saiu nítido? E aquela foto espontânea, será que capturou o sorriso certo?

Pegar o envelope com as fotos reveladas era um evento. Ali, impressas em papel brilhante, estavam as memórias. Algumas saíam perfeitas, outras nem tanto. Havia fotos tremidas, dedos na frente da lente, olhos vermelhos e composições estranhas. Mas, ao contrário do mundo digital, esses “erros” não eram descartados. Eles se tornavam parte da história, provas de um momento real e imperfeito, transformando-se em tesouros únicos.

Hoje, vemos um curioso renascimento dessa prática. Especialmente durante os anos 2010 e 2020, uma nova geração, cansada da efemeridade digital, redescobriu o charme do analógico. A busca por algo tangível, pelo processo e pela surpresa, trouxe as câmeras de filme de volta às mãos dos jovens, provando que a magia de não ver na hora ainda tem um lugar especial em nossos corações.

*Este conteúdo foi gerado e revisado por inteligências artificiais.*