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Luana Piovani anuncia boicote à Copa após restrições enfrentadas por delegações nos EUA

A atriz afirmou que não assistirá à Copa do Mundo 2026 e justificou a decisão citando episódios envolvendo participantes do torneio

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Luana Piovani - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Luana Piovani - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A atriz e apresentadora Luana Piovani declarou boicote à Copa do Mundo 2026 nas redes sociais, na véspera da abertura do torneio. Pelo Instagram, ela disse que não vai assistir a nenhum jogo e fez ataques diretos à Fifa e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Estou muito chocada com o que está acontecendo. Como é que vocês permitem? Como é que alguém faz um campeonato, todos esses países entraram e aí as pessoas criam dificuldades para os países participarem?”, perguntou. 

“O mundo está acabando e vocês estão preocupados com Copa”, escreveu, citando conflitos internacionais como justificativa para o boicote pessoal. A declaração veio horas antes da partida de abertura entre México e África do Sul.

Críticas à Fifa e à postura dos países

Para Piovani, a entidade que organiza o futebol mundial cedeu à pressão norte-americana sem resistência. “Como é que a Fifa está chupando as bolas do Trump? Como é que vocês têm coragem de achar uma Copa boa, ou de assistir, ou de torcer?”, questionou em vídeo para os seguidores.

A atriz também cobrou uma reação coletiva dos países participantes diante das restrições impostas pelos EUA. “Tinha que existir a união de todos”, afirmou, classificando a ausência de solidariedade entre as nações como “o problema do planeta”.

Copa considerada um ‘fracasso’ pela atriz

A atriz também disse que, se dependesse dela, o Mundial nem existiria, e chamou a edição de 2026 de “fracasso em vários termos”. “Acho que todos os times e países deviam se unir para falar ao Trump: ‘você está lidando desse jeito com a Copa, ninguém vai jogar'”, disse, reconhecendo em seguida que a união entre países não aconteceu.

O posicionamento de Piovani veio em meio a uma série de episódios envolvendo participantes do torneio. Um árbitro da Somália foi impedido de entrar nos EUA. O meia iraquiano Aymen Hussei foi interrogado por 7 horas na imigração americana. A repórter da Globo Karine Alves também relatou abordagem agressiva com mulheres negras no controle de fronteira. Além disso, o Irã ameaçou interromper suas partidas caso torcedores exibam bandeiras LGBT+ nas arquibancadas.