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Mãe, gerente e empresa de Sabrina Sato são acusadas de ‘humilhação’ e jornada de 12h; assessoria desmente

Uma ex-funcionária relatou em ação, rotina ‘desumana’ nos bastidores da agência artística da apresentadora que tem em seu casting famosos, como Ticiane Pinheiro, Luciana Gimenez, Deborah Secco e o apresentador Tiago Oliveira

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Divulgação / TMJ Brazil

O clima azedou nos bastidores! O colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, revelou na manha desta segunda-feira (22), que uma ex-funcionária colocou a boca no trombone e acionou a Justiça do Trabalho contra a Sato Rahal Empreendimentos Artísticos, agência que pertence à apresentadora Sabrina Sato e seus irmãos. A empresa gerencia a carreira de grandes estrelas da TV, como Ticiane Pinheiro, Luciana Gimenez, Deborah Secco e o apresentador Tiago Oliveira.

Na ação trabalhista, a ex-colaboradora afirma ter trabalhado de outubro de 2025 a fevereiro de 2026 sob uma rotina que classificou como “desumana”. Ela aponta que cumpria uma jornada exaustiva de 12 horas por dia, das 8h às 20h, na temida escala 6×1, sob as ordens diretas de Dona Kika, mãe de Sabrina, e da gerente do escritório.

Sem almoço e apelido pejorativo

Segundo Daniel, o relato que consta nos autos, a trabalhadora alega que não tinha direito nem ao horário de almoço. Ela afirma que era obrigada por Dona Kika e pela gerente a comer correndo, em pé, ou passava o dia inteiro sem colocar nada na boca para dar conta do serviço.

A barra fica ainda mais pesada: a defesa da ex-funcionária alega que ela sofria pressão psicológica constante, sendo mantida isolada das outras colegas de equipe e tratada de forma pejorativa pela chefia, que a chamava pelo apelido de “Mariazinha”.

Acúmulo de funções e demissão por WhatsApp

Contratada inicialmente para limpar o escritório de três andares, a profissional diz que acabou acumulando funções, cozinhando para a equipe e fazendo faxinas extras nos finais de semana até no apartamento de uma das sócias.

No bolso, o prejuízo teria sido grande. 100 por todo o período trabalhado. Além disso, afirma que a empresa não pagava vale-transporte e que ela precisava tirar dinheiro do próprio bolso para comprar material para o escritório.

A ex-funcionária relata ainda situações humilhantes, afirmando que na copa havia frutas e jacas estragadas e apodrecidas mantidas propositalmente pela chefia. A demissão teria acontecido do nada, no dia 24 de fevereiro de 2026, por uma mensagem de WhatsApp, sem direito a nenhuma verba rescisória. 753,75.

Processo arquivado por erro técnico

Apesar do susto para a família Sato, o processo sofreu um revés. A juíza titular Maria Tereza Cava Rodrigues, da 47ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou o arquivamento da ação. O motivo foi um erro formal do advogado da ex-funcionária, que esqueceu de colocar os valores exatos de todos os pedidos na petição inicial, o que é obrigatório pela CLT no rito da ação.

O caso foi extinto sem que a juíza dissesse quem estava certo ou errado. Por isso, a ex-funcionária ainda pode corrigir o erro e entrar com um novo processo na Justiça.

Assessoria de Sabrina Sato nega acusações

Em contato com o colunista Daniel Nascimento, a assessoria de Sabrina Sato se pronunciou por meio de nota, afirmando que as alegações da ex-funcionária na ação não correspondem à realidade dos fatos. Leia a íntegra:

A empresa esclarece que as alegações apresentadas na ação não correspondem à realidade dos fatos. A autora prestou serviços por poucas semanas, em caráter de diarista, período que não guarda qualquer relação com a narrativa descrita no processo. Também não procede a afirmação sobre suposta estrutura hierárquica mencionada na ação. A Dona Kika, citada no processo, não possui qualquer cargo ou função de gestão na Sato Rahal e, à época, dedicava-se aos cuidados do pai de Sabrina Sato, que enfrentava um tratamento contra o câncer.