Manoel Carlos morre aos 92 anos no Rio e deixa legado histórico na TV brasileira - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

Manoel Carlos morre aos 92 anos no Rio e deixa legado histórico na TV brasileira

Autor estava internado no Hospital Copa Star, no Rio, e enfrentava complicações do Parkinson após mais de 60 anos de carreira na televisão

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Em Família, 11 anos da despedida de Manoel Carlos
Créditos: Instagram @duhsecco

O autor de novelas Manoel Carlos, carinhosamente chamado de Maneco, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro, vítima de complicações da doença de Parkinson. Internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, ele enfrentava declínio motor e cognitivo há tempos, deixando um vazio na teledramaturgia brasileira.

O velório será fechado, restrito a familiares e amigos mais próximos. Em nota oficial, a família declarou: “Agradecemos as inúmeras manifestações de carinho e pedimos respeito e privacidade neste momento de profunda dor”. Nas redes sociais, celebridades e fãs já rendem homenagens emocionadas, exaltando o legado de Maneco, que elevou dilemas do dia a dia a debates nacionais transformadores.

Nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, Maneco trilhou uma carreira de mais de seis décadas, iniciando nos anos 1950 na TV Tupi e TV Paulista com adaptações de Machado de Assis, como Helena e Iaiá Garcia. Passou por Record, dirigindo Família Trapo (1967-1971), Manchete, Band e, a partir de 1972, firmou-se na Globo como diretor do Fantástico, produtor de teleteatros e roteirista de sucessos que retratavam a elite do Leblon com sensibilidade única.

Sucessos Inesquecíveis na Globo

Suas novelas das 18h, 20h e 21h marcaram gerações com as eternas “Helenas”: Baila Comigo (1981, Lílian Lemmertz na primeira oficial), Felicidade (1991, Maitê Proença), História de Amor (1995, Regina Duarte), Por Amor (1997, recorde de 50 pontos de Ibope com sacrifício materno), Laços de Família (2000, Vera Fischer e leucemia polêmica), Mulheres Apaixonadas (2003, Christiane Torloni debatendo celibato e violência, influenciando o Estatuto do Idoso), Páginas da Vida (2006, síndrome de Down), Viver a Vida (2009, Taís Araújo como primeira Helena negra) e Em Família (2014, Júlia Lemmertz).

Minisséries como Presença de Anita (2001, maior audiência da década), Malu Mulher (1980) e Maysa: Quando Fala o Coração (2009) renderam prêmios como Troféu Imprensa e múltiplos Contigo! de melhor autor.

Vida pessoal

Maneco teve três casamentos. O primeiro terminou com a morte precoce da esposa; o segundo, com a jornalista Cidinha Campos, gerou a roteirista Maria Carolina, com quem colaborou em diversas obras; e o terceiro, com Elizabeth Gonçalves de Almeida. A família foi marcada por perdas dolorosas: os filhos Ricardo (1988, complicações de HIV), Manoel Carlos Jr. (2012, problema cardíaco) e Pedro (2014, mal súbito). Maneco deixa as filhas Júlia Almeida e Maria Carolina.