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Máquina de costura na sala era comum e hoje causa surpresa

Objetos que misturavam trabalho e convivência no mesmo espaço

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Máquina de costura na sala era comum e hoje causa surpresa
Máquina de costura na sala era comum e hoje causa surpresa

Em muitas casas brasileiras, especialmente até o final dos anos 1990, alguns objetos faziam parte da rotina e da decoração de um jeito que hoje causa estranhamento. A presença de uma máquina de costura na sala, a cristaleira cheia de copos “para visita” e o rádio de mesa sempre ligado formavam um cenário comum, associado à convivência em família e à nostalgia de infância. Esses itens ajudam a entender como as pessoas viviam, organizavam o tempo e usavam os espaços domésticos, revelando hábitos de consumo, trabalho e lazer de outra época.

Por que a máquina de costura ficava na sala das casas brasileiras

A máquina de costura na sala era um dos pontos centrais de muitas casas, ocupando tanto um espaço físico quanto social. Em vez de ficar escondida em um quarto ou área de serviço, ela permanecia em um local de circulação, onde se costuravam roupas, ajustavam barras e se reaproveitavam tecidos no dia a dia.

Enquanto alguém costurava, outra pessoa assistia televisão, as crianças brincavam por perto e a conversa acontecia naturalmente. Esse hábito estava ligado a uma época em que fazer e consertar roupas em casa era prática comum, seja por economia, seja pela dificuldade de acesso a lojas variadas.

Máquina de costura na sala era comum e hoje causa surpresa
Máquina de costura fazia parte da sala como qualquer outro móvel

Como a máquina de costura influenciava a rotina e os espaços da casa

A sala funcionava como um ambiente multifuncional: espaço de costura, de lazer, de reuniões familiares e, muitas vezes, até de estudos. A máquina de costura, ao ficar visível, reforçava a ideia de trabalho doméstico compartilhado e de cuidado com as roupas da família.

Hoje, a máquina de costura doméstica ainda existe, mas é mais associada a hobby, artesanato e pequenos negócios, geralmente em cômodos separados e organizados para esse fim. Em muitos lares, ela migrou da sala para escritórios, ateliês improvisados ou quartos extras.

Quais objetos antigos mais despertam nostalgia de infância

A chamada nostalgia de infância está muito ligada a objetos do cotidiano que ganharam novo significado com o tempo. Eles costumam ser lembrados em conversas sobre casas de antigamente, viagens de férias e fins de semana na casa de avós e tios.

Entre os itens que mais despertam memórias afetivas e sensoriais, destacam-se alguns que marcaram a convivência em família e as rotinas diárias:

  • Rádio grande na sala ou na cozinha: usado para ouvir jornal, músicas e transmissões esportivas, muitas vezes acompanhando o preparo das refeições.
  • Cristaleira ou armário de vidro: guardava copos, pratos e travessas “de visita”, raramente usados no dia a dia.
  • Telefone fixo de disco ou de parede: concentrava recados da família, com caderninho de anotações ao lado.
  • Televisão de tubo com antena: exigia ajustes manuais na imagem e divisão de horários entre desenhos, novelas e telejornais.
  • Tapetes e toalhas de crochê: produzidos à mão, decoravam sofás, centros de mesa e criados-mudos.

De que forma esses objetos moldavam o dia a dia em casa

Os itens comuns das casas antigas ajudam a entender como era a organização da vida doméstica. A distribuição dos objetos pelos cômodos mostrava prioridades diferentes das atuais, revelando uma casa mais voltada à convivência coletiva do que ao uso individual de telas.

Em muitos lares, a infância foi marcada por tarefas ligadas a esses objetos, como ajudar a enrolar linha na bobina, guardar a louça do armário ou trocar o canal manualmente. Essas pequenas atividades contribuíam para a sensação de participação na rotina da casa e ensinavam cuidado com o que se tinha.

Alguns itens que eram comuns nas casas de antigamente hoje parecem curiosos ou até fora de lugar. A máquina de costura na sala fazia parte da decoração e da rotina da família.

Neste vídeo do canal Universo da Costura, com mais de 297 mil de inscritos e cerca de 106 mil visualizações, essa lembrança aparece ligada a costumes de outra época:

Por que esses objetos parecem estranhos para as novas gerações

Para gerações mais novas, alguns desses itens soam curiosos ou pouco práticos. A ideia de ter uma máquina de costura na sala contrasta com o conceito atual de sala usado principalmente para assistir streaming, jogar videogame ou trabalhar em home office.

O telefone fixo perdeu espaço para o celular, a cristaleira cedeu lugar a estantes planejadas e o rádio tradicional foi substituído por caixas de som, podcasts e playlists digitais. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por peças antigas em brechós e feiras, agora vistas como elementos de estilo retrô e símbolos de memória.

Como esses objetos antigos se transformaram em símbolos de memória

Com o avanço da tecnologia, novos hábitos de consumo e apartamentos menores, muitos desses elementos desapareceram ou mudaram de função. Alguns foram substituídos por versões modernas; outros ficaram restritos a antiquários ou casas de parentes mais velhos.

Quando alguém reencontra um desses objetos em uma casa de família ou em uma foto antiga, a lembrança costuma vir associada ao ambiente completo: móveis, sons, cheiros e rotinas de outro período. O que antes era apenas parte da decoração ou do trabalho doméstico hoje se transforma em referência afetiva e registro de como as casas brasileiras se organizaram ao longo das últimas décadas.