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Marcos Ferreira, 41 anos, eletricista autônomo: “Nem por R$ 9 mil de carteira assinada eu volto. Aqui eu escolho meu horário e meu cliente”

Eletricista autônomo recusa vaga de R$ 9 mil com carteira assinada: "Aqui eu escolho meu horário e meu cliente"

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Marcos Ferreira, 41 anos, eletricista autônomo: "Nem por R$ 9 mil de carteira assinada eu volto. Aqui eu escolho meu horário e meu cliente"
Brasil chega a 26,2 milhões de trabalhadores por conta própria e renda média alcança R$ 3.652

⚡ Vale mais a pena trabalhar por conta própria do que com carteira assinada?

Um eletricista autônomo garante que não trocaria a liberdade da profissão nem por um salário fixo bem acima da média. ⬇️

Marcos Ferreira, 41 anos, trabalha como eletricista autônomo há mais de uma década e resume em poucas palavras o motivo de nunca mais ter voltado ao trabalho formal. Mesmo recebendo uma proposta de carteira assinada com salário de R$ 9 mil, ele recusou sem hesitar. Para ele, o controle sobre a própria rotina vale mais do que a estabilidade tradicional de um emprego fixo.

Por que tantos profissionais estão trocando a carteira assinada pela autonomia?

O caso de Marcos não é isolado. Segundo dados do IBGE, divulgados pela PNAD Contínua, o Brasil tinha 26,2 milhões de trabalhadores por conta própria no início de 2026, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. O rendimento médio real do trabalho também subiu, atingindo R$ 3.652, o maior patamar já registrado pela pesquisa.

Esses números mostram que a escolha pela informalidade regulamentada, com CNPJ e clientes fixos, deixou de ser apenas uma alternativa de sobrevivência para se tornar, em muitos casos, uma decisão estratégica de carreira.

Trabalhadores por conta própria chegam a 26,2 milhões e renda média bate recorde no Brasil

O que torna a rotina de um eletricista autônomo diferente da CLT?

A principal mudança está no controle da agenda. Marcos define quantos serviços aceita por semana, escolhe os bairros onde atende e consegue reservar dias inteiros para compromissos pessoais sem precisar justificar a ausência a um superior. Esse tipo de flexibilidade dificilmente existe dentro de uma jornada fixa de oito horas.

Antes de decidir pela vida autônoma, porém, vale entender os pontos que exigem mais organização por conta própria, já que a liberdade vem acompanhada de responsabilidades que a CLT normalmente cobre.

  • Contribuição ao INSS precisa ser feita de forma independente, sem desconto automático;
  • Férias e décimo terceiro não existem, exigindo planejamento financeiro próprio;
  • A renda pode variar mês a mês, dependendo da demanda por serviços;
  • Investir em ferramentas e divulgação passa a ser custo do próprio profissional.
CLT x autônomo: o que pesa na decisão

🕒 Horário: autônomo define a própria agenda, CLT segue jornada fixa estabelecida pelo empregador.

💰 Renda: autônomo tem teto mais alto, mas sem garantia de estabilidade mensal.

🛡️ Proteção social: CLT garante benefícios automáticos, autônomo precisa contratar por conta própria.

Fonte: IBGE, PNAD Contínua, dados sobre trabalhadores por conta própria no Brasil

Todo profissional autônomo consegue essa mesma estabilidade financeira?

Não é uma regra geral. O sucesso de Marcos vem de anos construindo uma carteira de clientes fixos e uma reputação sólida no bairro onde atende. Especialistas em carreira recomendam começar a transição de forma gradual, mantendo alguma renda fixa até que a demanda por serviços autônomos se estabilize.

Vale a pena considerar essa mudança na sua própria carreira?

Se a rotina fixa já não faz sentido para você, talvez valha a pena estudar os prós e contras da vida autônoma com calma. Não existe resposta única, cada profissão e cada momento de vida pedem uma decisão diferente. Converse com quem já fez essa transição antes de dar o primeiro passo.