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Melhores frases de Clarice Lispector sobre amor, vida e autoconhecimento
Trechos marcantes da autora revelam diferentes olhares sobre relações humanas e descobertas pessoais
Nascida na Ucrânia em 1920 e naturalizada brasileira ainda na infância, Clarice Lispector tornou-se uma das vozes mais importantes da literatura nacional. Jornalista, cronista e romancista, a autora construiu uma trajetória marcada por obras que romperam padrões narrativos e conquistaram leitores dentro e fora do Brasil.
Seus textos atravessam gerações por apresentarem percepções profundas sobre experiências universais, estimulando diferentes interpretações a cada leitura. Por essa capacidade de captar nuances da experiência humana, muitas de suas frases continuam inspirando leitores e despertando reflexões sobre amor, vida e autoconhecimento.
Abaixo, confira as melhores frases de Clarice Lispector sobre amor, vida e autoconhecimento!
1. A busca por verdades além da lógica
“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada”.
Trecho retirado do livro “Água Viva”, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
2. O desafio de viver plenamente livre
“Liberdade? É o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre. E quero o fluxo”.
Trecho retirado do livro “Água Viva”, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
3. A importância de pensar por si
“Depois que descobri em mim mesma como é que se pensa, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros”.
Trecho retirado do livro “Para não esquecer”, edição comemorativa, Rio de Janeiro: Rocco, 2020.
4. Quando o medo aponta o caminho
“O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado”.
Trecho retirado do livro “Para não esquecer”, edição comemorativa, Rio de Janeiro: Rocco, 2020.

5. O enfrentamento dos próprios limites
“Mas existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma”.
Retirado do livro “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, edição comemorativa, Rio de Janeiro: Rocco, 2020.
6. A força encontrada na solidão
“Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite”.
Trecho retirado do livro “A hora da Estrela”, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
7. A valorização do agora
“Vivemos exclusivamente no presente, pois sempre e eternamente é o dia de hoje, e o dia de amanhã será um hoje, a eternidade é o estado das coisas neste momento”.
Trecho retirado do livro “A hora da Estrela”, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
8. Sobre a intensidade do amor
“Fico com medo. Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que eu nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis os limites de minha possibilidade”.
Trecho retirado do livro “Água Viva”, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
9. A beleza daquilo que é verdadeiro
“Ficaria mais atraente se eu o tornasse mais atraente. Usando, por exemplo, algumas das coisas que emolduram uma vida ou uma coisa ou romance ou um personagem. É perfeitamente lícito tornar atraente, só que há o perigo de um quadro se tornar quadro porque a moldura o fez quadro. Para ler, é claro, prefiro o atraente, me cansa menos, me arrasta mais, me delimita e me contorna. Para escrever, porém, tenho que prescindir. A experiência vale a pena, mesmo que seja apenas para quem escreveu”.
Trecho retirado do livro “Para não esquecer”, edição comemorativa, Rio de Janeiro: Rocco, 2020.
10. Seguir em frente apesar das dificuldades
“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente”.
Retirado do livro “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, edição comemorativa, Rio de Janeiro: Rocco, 2020.