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NASA chegou a 35 metros abaixo da superfície de Marte e fez uma descoberta impressionante no planeta vermelho

A NASA usou radar para enxergar abaixo da superfície de Marte

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NASA chegou a 35 metros abaixo da superfície de Marte e fez uma descoberta impressionante no planeta vermelho
O rover Perseverance identificou estruturas enterradas na cratera Jezero

A NASA identificou uma descoberta impressionante em Marte ao usar o radar do rover Perseverance para enxergar até cerca de 35 metros abaixo da superfície do planeta vermelho. Os dados revelaram estruturas enterradas na cratera Jezero que lembram um antigo delta de rio, reforçando a ideia de que a região já teve água, sedimentos e condições ambientais muito diferentes das atuais.

O que a NASA encontrou abaixo da superfície de Marte?

A NASA encontrou sinais de camadas subterrâneas associadas a um antigo ambiente fluvial. A descoberta não veio de uma broca comum, mas do instrumento RIMFAX, um radar de penetração no solo instalado no rover Perseverance. Ele envia pulsos para baixo e registra os reflexos que voltam das estruturas enterradas.

Esses reflexos mostraram sedimentos inclinados, superfícies erodidas e formas compatíveis com um delta, que se forma quando um rio despeja material em um lago ou outro corpo de água. Em Marte, isso aponta para uma fase em que a cratera Jezero teria abrigado água líquida e recebido fluxo constante de sedimentos.

Por que a cratera Jezero é tão importante para a ciência?

A cratera Jezero foi escolhida para a missão Perseverance justamente porque cientistas suspeitavam que ela já tivesse sido um lago. Imagens orbitais já mostravam um delta visível na paisagem, mas o radar revelou algo ainda mais antigo, escondido sob a superfície atual.

Essa diferença é importante porque amplia a história da região. O delta enterrado pode ter se formado antes do delta visível conhecido pelos pesquisadores. Isso sugere que Jezero passou por mais de uma fase de presença de água, erosão e deposição de sedimentos.

Entre os pontos que tornam Jezero um alvo tão valioso, estão:

  • A presença de estruturas associadas a rios antigos;
  • A possibilidade de ter existido um lago dentro da cratera;
  • O acúmulo de sedimentos capazes de preservar pistas ambientais;
  • A atuação direta do rover Perseverance na coleta de dados e amostras;
  • O interesse científico na busca por sinais de habitabilidade antiga.
NASA chegou a 35 metros abaixo da superfície de Marte e fez uma descoberta impressionante no planeta vermelho
Camadas subterrâneas revelam sinais de um antigo delta marciano

Como o RIMFAX conseguiu enxergar o subsolo marciano?

O RIMFAX funciona como um radar geológico. Enquanto o Perseverance se desloca, o instrumento envia ondas para o subsolo e mede como elas retornam. Diferentes camadas de rocha, areia e sedimento refletem esses sinais de maneiras distintas.

Com esses dados, os pesquisadores montam uma espécie de imagem interna do terreno. No caso de Marte, isso permite estudar estruturas que não aparecem na superfície, como camadas soterradas, antigos canais, áreas erodidas e depósitos formados por água bilhões de anos atrás.

O que esse antigo delta revela sobre a água em Marte?

O antigo delta indica que a água pode ter moldado a cratera Jezero em uma fase muito remota. Para formar esse tipo de estrutura, é necessário transporte de sedimentos, fluxo de água e um local onde esse material se acumule. Na Terra, deltas são ambientes ricos em registros geológicos.

Em Marte, encontrar uma estrutura semelhante no subsolo reforça a hipótese de que o planeta já teve condições mais úmidas. Hoje, a superfície marciana é fria, seca e hostil, mas o passado pode ter incluído rios, lagos e uma atmosfera mais favorável à presença de água líquida.

Essa descoberta ajuda a investigar questões centrais sobre o planeta vermelho:

  • Quando a água correu pela cratera Jezero;
  • Por quanto tempo ambientes úmidos podem ter existido em Marte;
  • Como os sedimentos foram depositados e depois enterrados;
  • Se áreas antigas poderiam preservar bioassinaturas;
  • Como o clima marciano mudou até chegar ao estado atual.
NASA chegou a 35 metros abaixo da superfície de Marte e fez uma descoberta impressionante no planeta vermelho
O instrumento RIMFAX alcançou cerca de 35 metros de profundidade

Isso significa que a NASA encontrou vida em Marte?

A descoberta não significa que a NASA encontrou vida em Marte. O que os dados mostram é um ambiente antigo que poderia ter sido favorável à preservação de sinais químicos ou físicos ligados à vida, caso ela tenha existido. Essa diferença é essencial para evitar conclusões exageradas.

O Perseverance também coleta amostras de rochas e sedimentos que podem ajudar em análises futuras. Como deltas costumam concentrar material transportado pela água, eles são considerados locais promissores para procurar pistas sobre ambientes habitáveis no passado.

Por que essa descoberta muda a forma de estudar o planeta vermelho?

A descoberta mostra que Marte ainda guarda parte de sua história abaixo da superfície. O que se vê nas fotos do planeta vermelho é apenas a camada mais externa de um registro muito maior. Com instrumentos como o RIMFAX, a exploração deixa de depender apenas de rochas expostas e passa a acessar estruturas enterradas.

Para a ciência, isso abre uma nova etapa no estudo de Marte. Cada camada subterrânea pode revelar uma fase diferente do clima, da água e da evolução geológica do planeta. Ao enxergar 35 metros abaixo da cratera Jezero, a NASA encontrou não apenas um antigo delta, mas uma pista profunda sobre como Marte deixou de ser um mundo úmido e se tornou o deserto frio observado hoje.