Nova lei muda regras para trabalho em feriados e domingos a partir de 1º de julho - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Entretenimento

Nova lei muda regras para trabalho em feriados e domingos a partir de 1º de julho

O que muda no trabalho aos domingos e feriados.

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Nova lei muda regras para trabalho em feriados e domingos a partir de 1º de julho
Quem trabalhava aos domingos sem garantias claras passa a ter respaldo maior nas negociações coletivas.

Uma decisão recente acendeu o alerta no comércio brasileiro. A nova lei feriados e domingos passa a valer em 1º de julho e altera o funcionamento de lojas, supermercados e prestadores de serviço em todo o país. A mudança mexe tanto na rotina do trabalhador quanto no calendário das empresas.

O que muda com a nova regra a partir de julho?

A principal alteração atinge a forma como o comércio pode abrir as portas em feriados e domingos. Antes, uma portaria do Ministério do Trabalho autorizava o funcionamento de várias categorias sem precisar de convenção coletiva específica.

Agora, a exigência volta a ser mais rígida. Para funcionar nesses dias, várias atividades precisam de autorização formal por meio de convenção ou acordo coletivo firmado entre patrões e sindicatos da categoria envolvida.

A mudança atinge em cheio o varejo e parte do setor de serviços.

Quais setores são mais afetados pela nova lei?

A mudança atinge em cheio o varejo e parte do setor de serviços. Comércios que abriam tranquilamente aos domingos agora precisam revisar contratos, escalas e acordos coletivos antes de manter as portas abertas, sob risco de multa.

Os pontos principais são:

1
Comércio varejista Lojas de rua e shoppings precisam de acordo coletivo para abrir em feriado.
2
Supermercados O setor passa a depender de negociação sindical para manter o funcionamento.
3
Indústria Linhas de produção entram na lista que exige convenção coletiva específica.
4
Serviços essenciais Saúde, transporte e segurança seguem liberados sem mudança nas regras.

O que diz a legislação trabalhista sobre o trabalho aos domingos?

A Consolidação das Leis do Trabalho sempre exigiu autorização para o trabalho em feriados, mas a portaria anterior havia ampliado a lista de setores liberados. A nova regra reduz essa lista e devolve poder aos sindicatos sobre a negociação.

Os pontos centrais para o trabalhador são:

  • Direito ao pagamento em dobro pelo dia trabalhado.
  • Folga compensatória em outro dia da semana.
  • Necessidade de acordo coletivo na maioria dos setores.
  • Possibilidade de recusa quando não houver previsão em convenção.

Leia também: Autoridades confirmam feriado nacional obrigatório em todo o país e vai cair em uma sexta-feira.

Quem desrespeitar a nova regra pode ser multado?

Sim. Empresas que abrirem sem o acordo coletivo previsto na legislação trabalhista brasileira ficam sujeitas a autuação dos auditores fiscais do trabalho, com multas que variam conforme o porte do negócio e o número de funcionários envolvidos no expediente irregular.

Como fica a rotina do trabalhador do comércio com essa mudança?

O impacto é direto. Quem trabalhava aos domingos sem garantias claras passa a ter respaldo maior nas negociações coletivas. Por outro lado, parte dos funcionários pode perder horas extras se a empresa decidir fechar nos dias que antes funcionavam normalmente.

Compare como ficam as situações principais:

Situação Como era antes Como fica agora
Comércio em domingo Lojas e varejo Funcionamento liberado pela portaria do governo. Acordo coletivo
Trabalho em feriado Pagamento e folga Empresas pagavam dobrado ou compensavam com folga. Mantido
Empresa irregular Sem acordo prévio Risco menor de fiscalização e autuação imediata. Multa

O consumidor vai sentir a diferença no dia a dia?

Possivelmente sim. Em cidades onde os sindicatos não fecharem acordo, parte do comércio pode reduzir o horário de funcionamento aos domingos e feriados, afetando idas ao supermercado, compras de última hora e até o atendimento em pequenas lojas de bairro durante esses dias.

No fim, a mudança devolve protagonismo às negociações coletivas e exige planejamento das duas pontas. Empresas precisam revisar acordos com sindicatos, e consumidores devem se acostumar a checar horários antes de sair de casa em datas especiais do calendário brasileiro.