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Nova versão do Viva a Noite é alvo de críticas de ex-diretor de Gugu

Homero Salles apontou falhas técnicas e conceituais na estreia do revival do clássico do SBT

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Gugu e Homero Salles nos anos 80/90

Homero Salles, amigo de Gugu Liberato (1959-2019) e responsável pela direção da maioria dos programas comandados pelo apresentador, não aprovou a tentativa do SBT de trazer de volta o Viva a Noite, sucesso nos anos 1980 e 1990 com Gugu à frente. A atração retornou oficialmente no sábado (28), após uma pré-estreia no fim de 2025, agora sob o comando de Luis Ricardo — que finalmente ganhou um programa próprio depois de décadas na emissora.

Em publicação no LinkedIn, no domingo (29), Salles foi direto: “Só acertaram no nome e erraram no resto”. Ele contou que assistiu à estreia com expectativa e nostalgia, mas se decepcionou. “O Viva a Noite original nasceu em 1982, inspirado em uma competição de danças trazida pela produtora argentina Nelly Raymond [1932-2020]. Eu e Gugu recriávamos tudo, inventávamos quadros e adaptávamos ao que tínhamos: zero verba, muita improvisação e televisão ao vivo”, relembrou.

Para o diretor, o maior erro da nova versão foi ser gravada. “O Viva a Noite é, por essência, um programa ao vivo. Seu sucesso estava no improviso, na espontaneidade e na interação com o público. Nada disso apareceu”, criticou.

Apesar de elogiar Luis Ricardo como artista talentoso que merecia mais, Salles apontou falhas técnicas e conceituais: cortes bruscos na edição, cenário amplo demais que acentuou a sensação de vazio, problemas de áudio e a ausência das tradicionais telemoças, substituídas por um balé genérico. “A plateia, que era protagonista, virou figurante. Entraram reações frias no lugar da emoção real”, disse.

Segundo ele, o problema central foi não compreender que o Viva a Noite não era apenas um conjunto de quadros, mas um “estado de espírito: fluxo, improviso e plateia viva. Do jeito que está, não é o Viva a Noite que voltou, é apenas uma lembrança mal interpretada”, resumiu.

Salles ainda sugeriu soluções: programa ao vivo, cenário mais intimista, plateia ativa dividida em times, menos roteiro e teleprompter, mais improviso e interação com convidados.

O texto Nova versão do Viva a Noite é alvo de críticas de ex-diretor de Gugu foi publicado primeiro no Observatório da TV.