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Novo supervulcão escondido sob o mar é descoberto na América do Norte e pode reunir 6 vulcões perto do Alasca

O possível supervulcão perto do Alasca intriga geólogos nas Aleutas

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Novo supervulcão escondido sob o mar é descoberto na América do Norte e pode reunir 6 vulcões perto do Alasca
Um supervulcão foi identificado sob o fundo do mar próximo ao Alasca

Um possível supervulcão escondido sob o mar perto do Alasca chamou a atenção de geólogos por uma hipótese impressionante: 6 vulcões das Ilhas das Quatro Montanhas podem fazer parte de uma mesma caldeira gigante. A descoberta ainda está sendo investigada, mas já muda a forma como cientistas observam o vulcanismo nas Aleutas.

Por que esse possível supervulcão chamou tanta atenção?

O possível supervulcão chama atenção porque não aparece como uma montanha isolada. A suspeita envolve uma estrutura ampla, parcialmente submersa, capaz de conectar diferentes vulcões em um único sistema. Isso torna o estudo mais complexo, já que parte das evidências está sob o mar.

A região fica no arco das Aleutas, uma área famosa pela intensa atividade sísmica e vulcânica. Ali, placas tectônicas se encontram, rochas derretem em profundidade e o magma encontra caminhos para subir. Por isso, o Alasca é uma das áreas mais monitoradas quando o assunto é erupção, cinzas vulcânicas e risco para rotas aéreas.

Quais são os 6 vulcões envolvidos nessa hipótese?

Os 6 vulcões ficam nas Ilhas das Quatro Montanhas, no centro das Aleutas. O grupo inclui Carlisle, Cleveland, Herbert, Kagamil, Tana e Uliaga. À primeira vista, eles parecem vulcões separados, mas dados geológicos e geofísicos sugerem que podem estar posicionados sobre uma caldeira maior.

Alguns indícios ajudam os pesquisadores a levantar essa possibilidade:

  • Os vulcões formam um conjunto circular visto em mapas e imagens da região;
  • Há sinais de deformação do terreno compatíveis com uma estrutura maior;
  • Anomalias de gravidade podem indicar uma câmara ou caldeira antiga;
  • O Monte Cleveland apresenta atividade frequente dentro desse grupo;
  • O fundo do mar ao redor guarda pistas sobre colapsos e erupções passadas.
Novo supervulcão escondido sob o mar é descoberto na América do Norte e pode reunir 6 vulcões perto do Alasca
A estrutura pode estar parcialmente escondida sob o mar

O que é uma caldeira e por que ela importa?

Uma caldeira é uma grande depressão formada quando o topo de um vulcão colapsa após a saída de muito magma. Em vez de criar apenas um cone visível, esse processo pode deixar uma cicatriz enorme na paisagem. Quando parte dela fica submersa, a leitura do terreno exige medições, mapas do fundo do mar e análise de rochas.

No caso das Ilhas das Quatro Montanhas, a caldeira suspeita poderia ter cerca de dezenas de quilômetros de largura. Se essa interpretação estiver correta, o conjunto não seria apenas uma coleção de 6 vulcões próximos. Ele faria parte de um sistema vulcânico mais amplo, com história eruptiva mais profunda.

Isso significa que uma supererupção está próxima?

Não há indicação de que uma supererupção esteja prestes a acontecer por causa dessa hipótese. A existência de uma caldeira antiga não significa atividade extrema iminente. Muitos sistemas vulcânicos gigantes passam longos períodos sem produzir erupções catastróficas, e o monitoramento depende de sinais atuais, como tremores, gases e deformação do solo.

O risco mais prático na região continua ligado a erupções comuns das Aleutas, especialmente pela emissão de cinzas. O Monte Cleveland, por exemplo, é conhecido por atividade frequente e pode afetar aviões que cruzam o Pacífico Norte. Por isso, o estudo do possível supervulcão também ajuda a entender melhor os perigos cotidianos do vulcanismo no Alasca.

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Carlisle, Cleveland, Herbert, Kagamil, Tana e Uliaga estão na hipótese

Como os cientistas investigam algo escondido sob o mar?

Investigar um sistema escondido sob o mar exige combinar várias técnicas. Os pesquisadores observam mapas batimétricos, medições de gravidade, registros sísmicos, composição química das rochas e padrões de erupção. Nenhuma dessas pistas sozinha fecha o caso, mas o conjunto pode revelar uma estrutura que não aparece a olho nu.

Entre os dados mais importantes para confirmar ou descartar a hipótese estão:

  • Mapas detalhados do fundo oceânico entre as ilhas;
  • Amostras de rochas vulcânicas coletadas na superfície e no mar;
  • Registros de terremotos rasos e profundos na região;
  • Medições de gases emitidos pelos vulcões ativos;
  • Modelos que reconstruam a forma da caldeira abaixo das águas.

Um sistema vulcânico que ainda guarda muitas respostas

O possível supervulcão perto do Alasca mostra como a Terra ainda esconde estruturas enormes em regiões remotas e parcialmente submersas. As Ilhas das Quatro Montanhas pareciam apenas um agrupamento de vulcões, mas podem representar a borda visível de uma caldeira antiga, moldada por erupções, colapsos e atividade tectônica.

Enquanto novas medições não confirmam toda a extensão do sistema, a hipótese já amplia o interesse científico sobre as Aleutas. Estudar os 6 vulcões, o fundo do mar e os sinais internos da crosta ajuda a entender melhor como grandes sistemas vulcânicos se formam, evoluem e deixam pistas escondidas sob o oceano.