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Nutricionista alerta sobre guardar alimentos em papel-alumínio e os riscos para a saúde
O risco não está no uso ocasional
O papel-alumínio é um dos itens mais usados na cozinha. Ele aparece no preparo de alimentos, no transporte de marmitas e, principalmente, no armazenamento de sobras. O problema é que esse hábito, quando feito de forma frequente, pode trazer riscos pouco conhecidos para a saúde, segundo alertas recentes de especialistas em nutrição.
Por que o papel-alumínio pode contaminar os alimentos?
De acordo com nutricionistas, o alumínio não é totalmente inerte. Em determinadas condições, pequenas partículas do material podem migrar para os alimentos e serem ingeridas pelo organismo.
Isso acontece com mais facilidade quando o papel-alumínio entra em contato direto com alimentos quentes, ácidos ou salgados, como molhos de tomate, limão, vinagre e carnes temperadas. O calor e a acidez aceleram a liberação do metal.

O que acontece com o alumínio depois que ele entra no corpo?
Segundo especialistas, grande parte do alumínio ingerido é eliminada naturalmente. No entanto, uma pequena fração pode permanecer no organismo.
Com o uso frequente, esse acúmulo pode ocorrer em estruturas como ossos, rins e até no sistema nervoso. Não se trata de uma intoxicação imediata, mas de um efeito cumulativo que ganha relevância ao longo dos anos.
Quando o uso do papel-alumínio vira um problema real?
O risco não está em usar papel-alumínio ocasionalmente. Ele surge quando o material passa a ser a principal forma de armazenar ou preparar alimentos no dia a dia.
Especialistas chamam atenção especialmente para o hábito de embrulhar comida quente diretamente no alumínio ou levá-la ao forno envolta no material, o que aumenta a transferência do metal para os alimentos.
O Dr. Renan Botelho explica, em seu canal do TikTok, como o papel-alumínio pode se tornar um grande perigo na sua alimentação diária:
@drrenanbotelho Não use mais papel alumínio na sua casa.
♬ som original – Dr. Renan Botelho
Comparação entre formas de armazenar alimentos
Para entender melhor as diferenças entre os materiais mais usados na cozinha, veja como cada um se comporta no armazenamento:
| Material | Nível de segurança | Observação |
|---|---|---|
| Papel-alumínio | Baixo a médio | Pode liberar alumínio com calor e acidez |
| Vidro | Alto | Não reage com alimentos |
| Cerâmica | Alto | Ideal para conservação e aquecimento |
| Papel manteiga | Médio a alto | Mais seguro para preparo no forno |
Como reduzir os riscos sem paranoia?
Nutricionistas reforçam que não é necessário eliminar completamente o papel-alumínio da cozinha. O ponto-chave é o uso consciente.
Para o dia a dia, a recomendação é priorizar recipientes de vidro ou cerâmica para guardar alimentos, especialmente aqueles que serão consumidos depois. O papel-alumínio pode ficar reservado para usos pontuais, sem calor excessivo e sem contato prolongado com alimentos ácidos.
No longo prazo, pequenas mudanças de hábito reduzem a exposição desnecessária e ajudam a proteger a saúde sem abrir mão da praticidade.